17 de maio de 2016

"VOCAÇÃO PERIGOSA: OS TREMENDOS DESAFIOS DO MINISTÉRIO PASTORAL",

"O propósito último da Palavra de Deus não é informação teológica, mas transformação de coração e vida. O conhecimento bíblico e a perícia teológica não são, portanto, o fim da Palavra, mas um meio ordenado por Deus para um fim, e o fim é uma vida radicalmente transformada. Isso significa que é perigoso ensinar, discutir e fazer exegese da Palavra sem esse alvo em vista. Esse deve ser o alvo de todo professor de seminário. Essa deve ser sua oração por cada um dos seus alunos. Isso deve levá-lo a fazer apelos pastorais regulares aos alunos. O seu significado é o reconhecimento de que o futuro ministério desse aluno nunca será modelado por seu conhecimento e habilidade somente, mas também, inevitavelmente, pela condição do seu coração. Será que teremos cumprido a nossa tarefa de treinar se produzirmos gerações de diplomados que têm enormes cérebros teológicos, mas, tragicamente, corações enfermos? Não devemos manter juntas a instrução teológica e a transformação pessoal? Não deveria cada professor do seminário ter amor pastoral pelos seus alunos? Todo mestre não deveria anelar por ser usado por Deus para produzir um amor crescente por Cristo em cada um dos seus alunos? Estou convencido de que a crise de cultura pastoral frequentemente começa nas salas de aula do seminário. Ela inicia com uma maneira de lidar com a Palavra de Deus que é distante, impessoal, baseada meramente em informações. Ela começa com pastores que, em seus anos de seminário, se tornam bastante satisfeitos em manter a Palavra de Deus distante do seu próprio coração; começa com matérias que são acadêmicas sem serem pastorais; começa com cérebros se tornando mais importantes do que corações; começa com pontuações em testes sendo mais importantes do que caráter." — (Paul Tripp, "Vocação perigosa: os tremendos desafios do ministério pastoral", p. 41-44)

16 de maio de 2016


As pessoas que vieram a conhecer a alegria de Deus não negam o infortúnio, mas escolhem não viver nele. Sustentam que a luz que brilha na escuridão é mais confiável que a escuridão em si e que um pouco de luz pode dispersar as trevas... Tudo o que o Pai tem é meu, diz Jesus. Inclusive a alegria de Deus sem limites. Essa alegria divina não elimina o divino pesar. Em nosso mundo, alegria e tristeza se excluem. Aqui, a alegria compreende a ausência de sofrimento, e o sofrimento a ausência de alegria. Mas essas distinções em Deus não existem! Jesus, o filho de Deus, é o homem das dores, mas também o homem da total alegria..." Parece loucura ou utopia para o Homem sem Deus, viver a alegria na tristeza. Assim, em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos mortais. 

16 de abril de 2016

UMA DAS MAIORES ILUSÕES MALIGNAS QUE PODEM ASSALTAR A ALMA DE UM HOMEM É A CRENÇA NO CULTO DA SUA PRÓPRIA VIRTUDE.
Dois caras se encontraram na praia e começaram a conversar. Um corcunda e o outro não. Em meio à conversa, o outro começou a elogiar o pé do corcundinha:
— Cara! Que belos pés você tem! Como são bonitos os seus pés. Eu, com pés assim, não precisaríamos de mais nada! Eu mesmo me bastaria!
Depois de meia hora olhando e elogiando os pés do amigo, este respondeu:
— E como você acha que eu fiquei corcunda assim, companheiro?
PENSE NISSO...
QUEM AMA TANTA UMA VIRTUDE SUA, ACABA VIRANDO UM MOSTRO EM OUTRAS ÁREAS DA VIDA.

28 de março de 2016

Para chegar aos céus é preciso ter leveza, se despojar dos excessos, dos ódios que insistimos em guardar; dos mortos que não permitimos serem sepultados... Que nunca seja aberto tudo aquilo que não valeu a pena, que sirva apenas como um aprendizado me ajudando compreender a minha humanidade.

24 de março de 2016

Na Graça a tribulação aprofunda e enraíza a esperança.


A tribulação, quando vivida na esperança da glória de Deus, cria e forja o caminho que nos fará mais forte, mais audazes existencialmente, mais perseverantes, mais experientes, mais esperançosos... Eu só aprendo a me gloriar nas próprias tribulações se meu coração se glória diariamente na esperança da glória de Deus!

19 de março de 2016

"Se és teólogo, vais orar verdadeiramente; e se oras verdadeiramente, és teólogo." (Evágrio Pôntico)

16 de março de 2016



É sentir as águas invisíveis de um dilúvio de emoções nos afogando, e, mesmo assim, tratá-las como miragem e/ou como truques da subjetividade frágil e impressionável da alma. É, no pior dia, poder dizer: “Mais são os que estão conosco do que os que estão com eles”. É afirmar que a vitória que vence o mundo é a nossa fé. É cantar louvores entre lágrimas. É ver a Nova Jerusalém mesmo em dias de Apocalipse. É ver na morte, qualquer morte, apenas um portal para a Vida. É saber que nada pode nos separar do amor de Cristo: nem a vida, nem a morte, nem o pecado, nem o diabo, nem qualquer criatura, e nem qualquer poder ou ambiente de mal.

Quem crê nisso chora lutos, mas não se sepulta junto; lamenta perdas, mas não se faz perdido;constata a realidade, porém, pela fé, a transcende.