21 de agosto de 2017

SOBRE AS DIFERENÇA PERIFÉRICAS


Ninguém peca por pensar o que pensa sobre questões periféricas - ou seja, que não dizem respeito ao principal da doutrina cristã - , mas peca ao se ver mais crente que o outro, seja por aferrar-se a regras inócuas, seja por se achar livre de farisaísmo. Nesses casos, ambos os lados estarão automaticamente errados ao se verem superiores ao outro (Fp 2.3).
Por isso, os crentes precisam tomar muito cuidado quando abordam questões periféricas que não são consenso na igreja, porque a maior e mais perigosa tentação sempre será romper a unidade. Nisso cabe o conselho de Paulo em Fp 3.15: o ideal é que pensemos igual, mas, quando isto não ocorrer e nenhuma exegese for suficiente para resolver a diferença, tenhamos calma, pois em seu devido tempo Deus esclarecerá.

29 de junho de 2017


BUSCANDO A DIREÇÃO DO SENHOR


Mostra-me, Senhor, os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas; guia-me com a tua verdade e ensina-me, pois tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está em ti o tempo todo. Salmos 25. 4,5

A providencia de Deus não nos é explicada. Não nos é permitido interpretar os intentos escondidos de Deus. A oportunidades (portas abertas ou fechadas) precisam ser vistas como testes do nosso caráter. John Frame afirma que Deus pode nos guiar pelos seus decretos: “ Pelos seus decretos ele abre portas e as fecha, dando-nos alguma oportunidade e privando-nos de outras, mas tais circunstâncias de nossas vidas não dizem, em si mesma, como devemos nos comportar”. Mas não podemos nos esquecer que os decretos de Deus não nos isentam de nossa responsabilidade.

Se pedimos ao Senhor sabedoria (Tg 1.5), devemos saber por que meia essa sabedoria vem. Os caminhos pelos quais a bíblia diz que a sabedoria nos vem são: O caminho da Reflexão, do aconselhamento, da suspeita e da espera.

A espera é talvez um dos caminhos mais difíceis de se encontrar a vontade de Deus. Porém, é muito bíblico considerarmos a riqueza do que significa esperar no Senhor ( Sl 27.14;37.7;40.1/42.5,11;62.1,5) O Senhor é bom para os que esperam nele( Lm 3.25-26). Sinclair Ferguson diz que esperar é aprender a confiar no Guia. Fazer-nos esperar, depender dele é parte da aula. Deus não tem tanta pressa quanto nós temos, e não é o seu costume dar mais esclarecimentos sobre o futuro do que precisamos para agir no presente, ou nos guiar em mais de um passo de cada vez.

A razão de esperar é porque esperar já é aula. Deus nos ensina muito esperamos. A primeira lição é vencermos a ansiedade. Esperar em Deus é confiar no Guia. Quando em dúvida, não faça nada, continue esperando em Deus. Quando houver necessidade de ação a luz virá.

 Breve citações do  Livro: Tomando decisões segundo a vontade de Deus / Heber Carlos de Campos Jr  - Editora Fiel- 2013





22 de junho de 2017




“Nós precisamos lembrar que pecadores não são ganhos através de relações públicas bem engendradas, mas com evangelho − uma mensagem inerentemente exclusiva − é o poder de Deus para a salvação” 
– John F. MacArthur

A Igreja prega o Evangelho, consciente de que Ele é o poder de Deus para a salvação dos que crêem (Rm 1.16).A Igreja por si só não produz vida, todavia ela recebeu a vida em Cristo (Jo 10.10).A Igreja anuncia a Palavra crendo na Sua autenticidade, sabendo que Ela é a Palavra de Deus, poderosa para a salvação de todo aquele que crê. Quando anunciamos o Evangelho podemos ter a certeza de que Deus cumpre a Sua Palavra. Sem esta convicção não há lugar para a pregação eficaz.

Quando nos dirigimos aos homens apresentando a salvação por Cristo, estamos na realidade, reivindicando que eles se arrependam e creiam no Evangelho. Ao assim procedermos, estamos, de fato, pressupondo corretamente que todos os homens pecaram distanciando-se de Deus, estando perdidos, necessitando, portanto, da salvação. Esta é a convicção de Paulo: “.... todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23).

Portanto, todo o labor evangelístico da Igreja se ampara neste pressuposto fundamental: Todos os homens pecaram, distanciando-se de Deus, o Seu Criador, em Quem somente há vida. A Igreja anuncia o Evangelho sabendo que o homem nada pode fazer para voltar à vida; todos estão mortos em seus delitos e pecados (Ef 2.1,5). 

 “.... é completamente antiescriturístico favorecer qualquer tipo de evangelização que negligencie 
a doutrina sobre o pecado”.(D.M. Lloyd-Jones, Santificados Mediante a Verdade, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas (Certeza Espiritual, Vol. 3), 2006, p. 115.)

9 de junho de 2017


SUBMISSÃO
A maior reivindicação do Senhor pra o homem é a submissão. Um dos mistérios do Ser de Deus é este: Ele é todo-poder e controla todas as coisas, embora Seu Poder não seja controle e Seu controle não seja o exercício de Poder como força contra a liberdade de escolha. E foi para este tipo de Poder e Controle que Ele nos chamou; ou seja: para a prática do poder exercido como serviço, e para o controle que se entrega a Deus, ao invés de brigar com os homens. O contexto da “igreja” e seus respectivos ministérios (serviço), ha uma necessidade de compreensão de que toda realização é para edificação do corpo de Cristo, sendo o mesmo um organismo vivo, não somente uma organização, com títulos, funções pré-definidas e sacerdócios oficializados. A mão não pede unção de mão para ser mão. O pé não busca ordenação de pé fim de ser pé e poder andar. Os olhos não precisam de uma ordem para ver. Nem o coração necessita de uma reunião de concílio de todos os membros, a fim de decidir se bate ou não. "Os dons aparecem, os sábios se deixam usar". Sempre enfatizando submissão a plena realização da vontade divina e não somente humana. Então obedeça ao Evangelho; e ouça os lideres dos respectivos ministérios que genuinamente ensinam a Palavra que não controla, mas que liberta e instala a consciência.

https://www.caiofabio.net/conteudo_detalhe.php?codigo=00398

13 de maio de 2017




 O DIA INTERNACIONAL De DIZER :


Tá pensando que tá falando com quem? Ou, “Tá pensando que sou sua empregada? ”, ou:” Você achou isso aqui? -Não. Então vai guardar no lugar certo” ou :” Um dia você vai ter filhos iguais a você, aí vai ver o quanto eu sofro”, ou essa: “Isso não é um quarto, é um chiqueiro”, ou quem sabe essa: “Quando você for dono do próprio nariz, você faz o que quiser”; ou essa: “Vou contar até dez...”, ou : “Não faz mais que sua obrigação”, ou essa: “você acha que eu tenho cara de banco?”, ou: “Mas você não é todo mundo”, ou quem sabe você já não ouviu também essa: “Juízo em, quando chegar me ligue.”, ou tem essa também: “Ah, eu te avisei, não avisei?, ou  essa aqui: “Não adianta correr, que vai ser pior”; ou: “Não grita porque não sou surda”, ou “ Quando chegar em casa vamos ter uma conversinha, tá ouvindo?; ou um : “Você acha que sou sócia da CEMIG? , ou um: “Porque não”, ou essa: “Leva um casaquinho”, ou essa : “ Se eu for ai e achar...”, ou essa: “Esqueceu?! Só não esquece a cabeça porque tá grudada no pescoço”; ou: “Fiz o almoço, a louça é toda sua. ” , ou quem sabe essa: “Tudo eu nessa casa”, ou:  “Leve o guarda-chuva porque vai chover”, ou uma essa: “ Você é igualzinho seu pai“; ou essa: “Quando eu tinha a sua idade eu trabalhava e estudava”, ou: Você já viu Cor desse seu pé em cima do meu sofá? , ou tem essa: “ Engole esse choro..”, e a mais recente que já virou um clássico: “Sai do FACEBOOK e vai ler um livro”...E essa com certeza todos já ouviram: “EU SOU SUA MAE E VOU ESTAR SEMPRE AO SEU LADO”.

È  em meio a turbilhoes de razões que o HOJE é DIA de COMEMORAR por ELA e com ELA !

MÃE...
MÃE, certeza que nos transporta do lugar do desespero para o lugar da paz.
MÃE, que sem economia de palavras, amparada e afaga.
MÃE, mesmo que ainda com palavras ásperas, ainda assim são impregnadas de amor.
MÃE, ama com afeto desmedido e incontido.
MÃE; para ELA coisas simples são as coisas principais.
MÃE; não podes evitar todos os choros, mas com certeza Deus, limpará dos teus olhos toda lágrima.
MÃE; que por vezes forçada pelas circunstâncias se ausenta.
MÃE; sempre sabe! Por vezes iletrada, me libertar da minha ignorância.
MÃE; que apesar do cansaço aparente, está sempre disposta a esquentar seu jantar.
MÃE, sempre enxerga com olhos cheios de esperanças.
MÃE; dessossegada á olhar pela janela, preocupada com a violência dos homens; dá graças a Deus quando ouve: "estou voltando pra casa".
MÃE, é esse ser inexplicável que apesar de tanta dor ao chorar pela perda de um filho é capaz de agradecer a Deus por saber que seu filho está de fato livre deste mundo tenebroso;MÃE, que vive pelas felicidades dos filhos, jamais se entristece com a plenitude deles em Deus.
MÃE; matéria que um dia vai nos deixar, e só ai teremos a consciência de que nem sempre demos o valor devido; e vai ser muito duro não sentir o afago de suas mãos e não ouvir mais sua voz .
MÃE; quando se fala de amor; esse é o primeiro nome que me vem ao pensamento.
MÃE; quem ainda a tem, sempre tem pra onde voltar.

Mãezinha, Nair Itaboray  a você a minha gratidão. Oro para que você se glorie na esperança da glória de Deus, na qual estais firme .Te amo!
Silvania Itaboray.

2 de maio de 2017

O PRIVILÉGIO


É triste andar por aí e ouvir com frequência que o departamento de música é o que dá mais problema na igreja e que os músicos são temperamentais, hipersensíveis e de difícil trato. Mas não deveria ser assim, muito pelo contrário. Entretanto entendo que a culpa não é só dos músicos, que sim, via de regra, são seres estranhos mesmo e possuem personalidades sui generis, mas que, exatamente por isso, deveriam receber uma atenção toda especial por parte de seus líderes espirituais. Seus discipuladores deveriam despertar neles, através do ensino bíblico devocional, o senso de privilégio. Isso com certeza os ajudariam muito e evitaria que eles tivessem uma reputação tão estereotipada. Às vezes tenho vontade de perguntar aos líderes que vêm reclamar dos músicos, quanto tempo eles têm investido, quanta oração tem sido feita, quanto companheirismo eles têm dedicado aos seus músicos. O músico precisa ser um profundo conhecedor das Escrituras e uma pessoa madura na oração, dada à importância de seu trabalho, mas dificilmente você encontra um músico que tenha um amigo mestre de espiritualidade que caminha com ele e cuida de seu crescimento espiritual. É um privilégio e uma grande honra ser músico, e, por essa razão, grande é a sua responsabilidade. Essa verdade precisa ser proclamada em alta voz até que os músicos voltem a ter esse sentimento e sejam tomados novamente por essa avassaladora consciência de privilégio. Para que o músico comece a ter uma Idea da honra e do benefício que lhe foi concedido é necessário que ele conheça e se aprofunde cada vez mais na consciência de sua inutilidade essencial. A música é algo tão sobrenatural e elevado que o músico facilmente chega a pensar e até mesmo a se convencer de que ele é quase um ente superior “semidivinizado”. Mas não é. Sim, é bom encararmos a simples realidade de que Deus não precisa de nenhum de nós para absolutamente nada. Tudo o que a igreja de Cristo vem tentando fazer em mais de dois mil anos de história o Senhor Deus, com apenas uma palavra, poderia fazer com perfeição. É uma verdade admirável que Deus tenha resolvido contar conosco para a pregação do Evangelho e expansão do reino de Cristo aqui na terra. Foi Deus quem criou a música e a transmitiu às Suas criaturas. É Ele quem nos dá vida, inteligência, saúde e talentos pra que sejamos músicos. Toda a criação O louva o tempo todo com extrema devoção, e Ele também é muito bem servido com a melhor espécie de música que ressoa ao redor de Seu trono glorioso. Não fosse a graça de Deus revelada em Cristo, nós não teríamos o direito de oferecer música ao Senhor e seríamos como os anjos caídos aos quais esse privilégio foi retirado e por isso foram destinados ao silêncio por toda a eternidade. A verdade é que Deus mesmo estende Sua mão a nós e nos oferece essa graciosa benção de podermos louvá-Lo com música. E essa já é toda a nossa recompensa. Você percebeu o privilégio? O que você sentiria se um poderoso soberano, rei de um fabuloso e vasto império, lhe convidasse para ser um menestrel em sua corte? Sentir-se-ia lisonjeado, prestigiado, valorizado? Então me diga, como deveria se sentir o músico que foi posto para servir num reino eterno diante de um Soberano que detém todo poder em Suas mãos e para quem “as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta”.(Is 40:15)? Quem somos nós para termos o direito de fazer música para o Deus Altíssimo? Tocar ou cantar na igreja, compor canções para que o povo de Deus O louve é uma atividade extremamente digna e de valor inestimável. Pois a igreja é preciosa ao coração do Senhor Deus. É a noiva de Cristo. A igreja é composta de pessoas por quem Cristo morreu, pessoas que um dia irão resplandecer como o sol. Portanto, servir num lugar assim é grande honraria concedida a alguém. O músico pega seu instrumento e sai pela rua em direção ao ponto de ônibus para ir a um ensaio ou um culto. Ele passa pelos bares e vê aquela euforia, aquele ambiente onde supostamente tudo é alegria e ouve os aplausos e um pouco da música que está sendo tocada ali. O que o faz prosseguir para tomar seu ônibus com uma absoluta certeza de que ele não está desperdiçando sua vida? É o conhecimento e a consciência do privilégio. Ele sabe que as luzes multicores das casas de show, que os aplausos, que os prazeres ali obtidos são um grande nada comparados com a beleza de Cristo. E mesmo que em sua igreja ele não seja valorizado e, quem sabe, até perseguido, porque tem uma tatuagem ou cabelo verde, ou qualquer dessas coisas que não têm a mínima importância, pois o que vale é ser ele uma nova criatura, mesmo assim ele vai alegre e comovido porque sabe que canta e toca para o Único e Verdadeiro Deus, Senhor de tudo e de todos. E sabe que, de alguma maneira, seu trabalho está sendo usado para proclamar a Cristo, atividade essa que os próprios anjos gostariam de realizar. Esse músico feliz sabe bem que Deus ouve sua canção, sua pobre, pequena e desnecessária canção, mas que, oferecida em nome de Cristo, é aceita, e faz com que o Senhor Deus sorria e segrede ao seu coração: “Muito bem meu pequeno servo, Eu gostei disso…” Ah, que privilégio servir a Deus com música! Possivelmente só quando chegarmos ao céu é que realmente saberemos da preciosidade que foi colocada em nossas mãos. Para se obter e aprofundar cada vez mais o senso de privilégio o músico precisa seguir o conselho do profeta Oséias: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor…(Os 6:3)“. É o conhecimento de Deus que fará o músico suportar as provações e prosseguir sereno servindo humildemente na casa de Deus e que o fará ter sempre um sorriso de desprezo no canto da boca para todas as propostas de glórias e riquezas humanas. O conhecimento de Deus fará com que o músico se dê conta da preciosidade do tesouro que ele carrega no peito. O músico que conhece ao Seu Deus dará tapinhas nas costas do rei Davi dizendo: “Você estava certo quando escreveu”, “ Um dia nos teus átrios vale mais que mil…(Sl 84:10).” O músico que conhece a Deus vive tranquilo, feliz, pacificado, realizado. Ele não deseja estar em outro lugar a não ser o lugar onde Deus mesmo o colocou. Ele despreza as luzes da ribalta e a purpurina. Ele sabe muito bem que não foi chamado para ter uma “carreira de sucesso”, mas sim para realizar um “ministério” na casa de Deus. Ele não está “à venda” e por isso não pode ser “comprado”. Ele pode dizer com segurança esboçando um sorriso confiante: “Porque eu sei em quem tenho crido” (2 Tm 1:12).

(http://www.tantopradizer.com/o-privilegio/)

UM MÓRMON, UM TESTEMUNHA DE JEOVÁ, E UM JUDEU ENTRARAM NUM CULTO EVANGÉLICO


…e saíram concordando com o que foi pregado. Como isso foi possível?
Foi possível porque aconteceu naquele culto o que acontece todo domingo em milhares de igrejas ao redor do Brasil: o pregador trouxe um sermão sobre assuntos bíblicos – mas não anunciou o Evangelho. Foi falado a respeito da santidade, da oração, da perseverança. Mas é o Evangelho que quebranta o coração.
Veja só: A maioria das seitas ou religiões vão enfatizar um tipo de santidade. Praticamente todas vão condenar o pecado de alguma forma. Logo, se sua pregação se resume em falar mal do pecado e/ou falar bem de uma vida santa – SEM falar da divindade e morte e ressureição de Cristo – saiba que qualquer Mórmon, Testemunha de Jeová ou Budista concordaria com suas palavras. Todos eles concordam que Jesus foi um grande homem e deve ser imitado.
Mas a missão da Igreja é única: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho.” De todas as religiões do mundo, somente o Cristianismo anuncia as Boas Novas do Evangelho.
E elas não são complicadas: Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus, tomou forma de homem, viveu a perfeita obediência, e morreu na cruz castigado pelos nossos pecados. Mas não permaneceu morto – ressuscitou ao 3° dia, vitorioso sobre a morte e provando que, sendo Deus, tem poder para perdoar os pecados e dar vida eterna a todos que se arrependem dos seus pecados e creem nele.
É esta a mensagem que as seitas não aceitam. Seja a divindade de Cristo, a suficiência da cruz, ou a salvação pela graça – em algum momento o orgulho humano se sente ferido pelo Evangelho.
É claro que a igreja tem muito a ensinar sobre outros tópicos: a vida familiar, a pureza sexual, como ser bons mordomos de tudo que o Criador confiou a nós, etc. Porém, qualquer assunto abordado nas Escrituras é ligado, de uma forma ou outra, às Boas Novas do Evangelho.
PRINCÍPIOS BÍBLICOS NÃO BASTAM?
Infelizmente, o que tem acontecido é confundir a pregação do Evangelho com o ensino de princípios bíblicos.
Estudos sobre dizimo, batismo ou namoro são necessários e importantes. Nós cristãos precisamos de ensino que abranja todos os assuntos abordados pelas Escrituras. Paulo escreveu a Timoteo que toda a Escritura é proveitosa para ensinar. Isso é fato.
Mas entenda: falar sobre algum assunto que se encontre na Bíblia não é necessariamente pregar o Evangelho.
Por exemplo: imagine se o apostolo Paulo tivesse escrito somente a frase “Maridos, amai vossas mulheres” e não “Maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a Igreja” e nem ainda os primeiros dois capítulos de Efésios que provam o quanto Jesus amou sua igreja. O princípio ainda estaria valendo? Sim. Mas a maioria das religiões e seitas do mundo vão afirmar que o marido deve amar sua esposa de alguma forma ou outra. O que diferencia então a vida “cristã” das demais? Sem o Evangelho, uma exortação a uma vida santa se torna mero moralismo.
Por isso, nas Escrituras, toda exortação à santidade se encontra saturada pelo Evangelho. Nossa chamada à obediência sempre tem uma ligação direta à obediência perfeita do Deus-homem que deu a Sua vida para que as nossas desobediências fossem perdoadas. É inaceitável falar de uma obediência sem considerar a outra. Vivemos de forma diferente justamente porque a obra de Cristo na cruz fez uma transformação nas nossas vidas.
UM CLAMOR PELO EVANGELHO
Quantas vezes tratamos o Evangelho como sendo aquilo que o ímpio precisa ouvir — mas não o cristão! Que arrogância! Como se a morte e ressureição do Filho de Deus tivesse pouco a oferecer àquele que já está remido.
Pastor / Líder de Jovens / Líder de Pequeno Grupo / Pregadores: mostra-nos Cristo! Fale do Evangelho. Fale das implicações do Evangelho também e nos exorte a uma vida de obediência – mas não perca vista do Evangelho em si. Não desça do púlpito sem lembrar o povo de Deus que Jesus Cristo é o foco, fundamento e eterna fonte da sua fé.
Pelo amor de Deus – pregue o Evangelho!
(http://daniel.gardner.nom.br/2017/04/24/um-mormon-um-testemunha-de-jeova-e-um-judeu-entraram-num-culto-evangelico/)