quarta-feira, 9 de maio de 2018

PÚLPITOS SINCEROS


Todos nós deveríamos como mestres  anelar por ser usado por Deus para produzir um amor crescente por Cristo em cada um dos cristãos. 

🔸cuidado 
🔸Espírito Voluntário 
🔸Ânimo Pronto 
🔸Servi de Exemplo.

Imagem :https://www.facebook.com/brotherbibliaarte/





terça-feira, 24 de abril de 2018

A BELA, A FERA, MOANA E O EQUILÍBRIO CRISTÃO


Eu conheço cristãos que pensam que o entretenimento vindo de televisão ou cinema seja errado em si mesmo, e que os servos de Cristo deveriam evitar acesso a esses conteúdos. Pessoalmente, eu não penso ser errado assistir filmes e seriados. Quando olho para a Palavra acerca desse assunto posso ver algumas diretrizes: não devemos desperdiçar nossos dias, permitindo que esse tipo de entretenimento tome o tempo em que deveríamos estar servindo, trabalhando ou buscando o Senhor (cf. Ef. 5:16); e devemos ser seletivos com o que assistimos, não deixando que a maldade entre por nossos olhos (cf. Lc. 11:34). O lazer é algo que deve ser valorizado na vida humana, pois precisamos descansar. Assim sendo, desde que seja feito de maneira equilibrada e saudável, creio que TV e cinema podem ser uma alegria.
Recentemente vimos a polêmica do filme “A Bela e a Fera”, que muitos cristãos boicotaram por causa da declaração do diretor (ou produtor, não me lembro) acerca de um personagem que seria homossexual. Esse boicote não aconteceu simplesmente pelo homossexualismo na obra, creio eu, mas principalmente porque o público alvo do filme era as crianças e muitos pais decidiram poupar seus pequenos dessa temática.

Só homossexualismo deve ser evitado?

O que eu achei mais curioso e, francamente, triste em toda essa situação foi o fato de que a grande revolta não se deu ao redor de o filme mostrar algo não bíblico, mas simplesmente porque esse “algo” era o homossexualismo. Os pais que não levaram seus filhos para ver essa obra terão de concordar comigo que esse foi o caso, porque se fosse simplesmente para evitar que os filhos tivessem contato com algo não bíblico, francamente eles também deveriam ter evitado vários outros filmes que a Disney e outros já lançaram, a exemplo do recente Moana.
Eu assisti Moana outro dia e foi o que me levou a ponderar fortemente sobre algo que eu creio ser uma hipocrisia de nossa parte, como cristãos. Em Moana, vemos uma garota em busca de um semi-deus, que é o grande heroi e salvador dos humanos; a vemos orar para o Oceano que é uma entidade que a chama para a missão e a ajuda em momentos de dificuldades; e por fim, a vemos encontrar uma deusa da natureza, que é a doadora e criadora da vida.
Pessoalmente, eu creio que ao expormos nossas crianças a esse filme, estamos expondo-as a algo muito mais perigoso do que aquilo que temíamos em A Bela e a Fera. Estamos deixando que elas absorvam a mensagem de que deuses e deusas são o que nos dão vida, nos protegem, nos amam, cuidam de nós e por fim nos salvam. O quão assustador é isso?
Em seu artigo “Você confia seus filhos à Disney?”, publicado no site Desiring God, a autora Jasmine Holmes levantou uma questão importante: porque somente agora, com esse filme específico, os pais cristãos estão atacando a Disney e se sentindo surpresos com os valores que essa empresa defende? Se olharmos para o passado dessa empresa, veremos outros filmes com temáticas bastantes anti-bíblicas: Pocahontas mostra o Panteísmo; A Princesa e o Sapo retrata a magia voodoo; Hércules ensina sobre os deuses gregos, entre muitos outros, culminando no mais recente Moana, do qual já tratei. Seria muita inocência pensarmos que uma empresa secular apresentaria valores cristãos, e não se conformaria com os valores da era em que estamos.
Mas, por algum motivo, pais cristãos têm pensado que uma cena onde dois rapazes dançam juntos é mais perigosa à fé e moral de seus filhos do que todas essas outras temáticas dos filmes anteriores.

Conversa aberta com nossos pequenos

Penso que os pais têm todo o direito (e na verdade, dever) de escolherem e filtrarem o que seus filhos assistirão, mas é preciso que o façamos de forma honesta, e não inocentemente escolhendo apenas um ou outro filme e assunto para “demonizar”.
O grande problema, creio eu, não é a exposição dos pequenos a esses conteúdos, mas a exposição sem acompanhamento. Jasmine, a autora que eu mencionei acima, diz se lembrar de um dia em sua infância em que ela e seus irmãos assistiam Pocahontas. No meio do filme, seu pai parou a fita e abriu a Bíblia em Romanos 1 para explicar a seus filhos a mentira do Panteísmo. Esse pai não colocou seus filhos sob uma proteção de toda e qualquer influência do mundo, mas escolheu estar à frente dessas influências, reconhecendo-as e apontando seus filhos de volta à Verdade.

Quando vemos momentos como esse como oportunidades de diálogo, preparamos nossos filhos para um mundo que, de fato, os bombardeará, mas para o qual eles estarão preparados com a Palavra em suas mentes.

Encontrando equilíbrio

A verdade é que não importa o quanto Moana ou A Bela e a Fera ou o próximo filme da Disney trará de conceitos não-cristãos. A grande questão é que não podemos deixar que o mundo, da maneira que for, crie nossos filhos. Boicotar um filme em específico por causa de um pecado específico não vai evitar que seu filho ouça falar sobre valores mundanos. Isso acontecerá uma hora ou outra. O importante é que estejamos acompanhando eles de perto, sempre prontos para mostrar aquilo que é bíblico e o que não é, retendo o que é bom e apontando o que é mal.
Efésios 6:4 manda os pais criarem seus filhos “segundo a instrução e o conselho do Senhor”. Isso não significa escolhermos certos filmes para boicotar e demonizar, mas levarmos nossos filhos à Palavra a cada momento, com o que quer que seja que eles enfrentem e sejam expostos.
Precisamos encontrar um equilíbrio cristão não só no que os pequenos assistem, mas no que nós assistimos. O quão hipócrita seria boicotarmos A Bela e a Fera, mas continuarmos vendo séries e filmes com personagens abertamente homossexuais? Ou cremos que não podemos ver nada, ou assistimos a tudo com olhos que sabem ponderar e filtrar o que é bom e o que é mal.
Não estou defendendo de que devemos parar de assistir tudo – longe disso. Mas, eu gostaria de ver, a começar em mim, um sentimento de honestidade ao escolher o entretenimento com o qual gastamos nosso tempo. Quero ser ponderada, sabendo que tudo o que eu fizer precisa ser para a glória do Senhor, e que toda mentira que o mundo me conta precisa ser atacada com a Verdade.

No final do dia, podemos decidir entre assistir ou não A Bela e a Fera, ou Moana, ou o próximo filme lançado nos cinemas. Mas, que o façamos com a Verdade em nossas mentes, conscientemente analisando tudo, retendo o que é bom e evitando o que é claramente mal

(Texto retirado do Blog: 
https://gracaemflor.com/bela-fera-moana-e-o-equilibrio-cristao/
https://gracaemflor.com/blog/)

terça-feira, 3 de abril de 2018

SUA TEOLOGIA MANTÉM VOCÊ ANSIOSO PARA APRENDER?


O estudo e a interpretação da Bíblia nunca devem ser um fim em si mesmo.
Deus deu sua Palavra escrita aos homens para um fim pratico que é:

"Para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado 
para toda boa obra." (2 Tm3.17)

Como disse George Eldson Ladd: Quando existe uma lacuna entre a sala de aula e o púlpito, muitas vezes o resultado é improdutividade na sala de aula e superficialidade no púlpito.

REVISTA EM QUADRINHOS




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segunda-feira, 2 de abril de 2018

AS ALEGRIAS E TRISTEZAS DE SER MÃE


"De todas as alegrias da Terra e no plano dos humanos—mesmo maior que as mais intensas, como as alegrias do amor e do encontro—, a mais forte para mim, ainda quando não se associam a nenhuma especial excitação, é a alegria de ser mãe.

Num momento milhares de imagens delas me rolaram pela mente. Cenas, cenas e cenas. Então me veio àquela alegria serena, mansa como a garoa que cai, fértil como a chuva fina, acolhedora como a brisa que pede um abraço.
Até os sons—incessantes!—deram lugar a um quase silêncio.

Então fico olhando e vendo que na vida as pessoas que você ama—até os filhos—, já nem sempre podem se encontrar entre elas; e que nem sempre é possível fazer todas reunirem-se à um só tempo—às vezes até é impossível.

Porém, nada disso tem qualquer palavra final ou infelicitadora quando você é posta por Deus numa “janelinha qualquer”, ou em alguma “esquina de observação”, de onde você pode vê-los, e se alegrar ao perceber que cada um corre sua própria carreira, mas você pode vê-los prosseguir sem jamais esquecer; agregar, mas nunca subtrair; avançar, mas jamais sem levar junto aquilo que os fez: seja em sentimentos, seja em valores, seja em amor.

Mas que bom ...agradeço porque daqui deste cantinho ainda posso olhar em todas as direções, fazer somas, discernir viagens, ficar saudosa; e ainda assim dizer: Senhor, muito obrigado por todos os Teus caminhos!

(Adaptação do Texto de Caio Fabio)

A VERDADEIRA PÁSCOA


A Páscoa para os Judeus é a memória da ação salvadora de Deus . Para nós, os cristãos é a recordação da ação redentora de Jesus em favor da humanidade.A Páscoa é uma celebração originariamente hebraica. A palavra "páscoa" vem do vocábulo hebraico "pessach", que significa "passagem por cima" ou "passagem por alto". É a passagem do anjo da morte, o qual viria sobre todo Egito, como cumprimento da 10° praga. Este anjo iria matar todo o primogênito no Egito, de todos os povos.

Querem saber um pouco mais? - Clique aqui:

VOCÊ ESTÁ SENDO POSTO EM PERIGO



"Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes".
 (I Co 15:33)
São filhos do meio mas do que viseralidade da condição.

Não queremos apenas consertar o comportamento. Essa batalha é travada no coração. Podemos conversar sobre o comportamento, sobre circunstâncias, mas a menos que você tire os ídolos do coração, estará apenas maquiando o problema. Infelizmente, quando nos recusamos a reconhece a pecaminosidade do coração ,chamando o mal bem e o bem mal(Is 5.20), trazemos prejuízo a nossa alma .

A bíblia nos exorta a um equilíbrio entre– condenação e compaixão. Mas jamais devemos ser compassivos, o primeiro amor é ao Senhor e á exaltação da justiça dEle.

Assim seguimos amando sempre , mas crendo em Deus e em constante oração, para que se convertam do pecado e recebam a esperança da salvação para todos nós pecadores.

sexta-feira, 9 de março de 2018

A MULHER DE DEUS


“Eva não foi criada a partir da cabeça de Adão, para liderá-lo, nem de seus pés, para ser pisada por ele, mas sob seu braço, para ser protegida por ele, e de perto de seu coração, para ser amada” (Matthew Henry)
Leia :
TORNANDO-SE ESTER


por Charo & Paul Washer


quinta-feira, 8 de março de 2018

ELEITOS,MAS LIVRES


Eleitos, mas livres: uma perspectiva equilibrada entre a eleição divina e o livre-arbítrio.

Resenha: Franklin Ferreira.

Norman Geisler é formado no Wheaton College (BA e MA.), Detroit Bible College (Th.B.) e na Universidade Loyola (Ph.D.). Durante muito tempo foi professor no Seminário Teológico de Dallas, e atualmente é presidente do Southern Evangelical Seminary, em Charlotte, na Carolina do Norte. Ele já tem vários volumes publicados em português, incluindo Ética cristã e Introdução à filosofia: uma perspectiva cristã (Vida Nova) e, em co-autoria, Resposta às seitas (CPAD), Reencarnação (Mundo Cristão) e Amar é sempre certo (Candeia).

O mais recente lançamento de Geisler é intitulado Eleitos, mas livres: uma perspectiva equilibrada entre a eleição divina e o livre-arbítrio. O livro tem oito capítulos principais, e mais doze apêndices. Na primeira parte, Geisler lida com o problema da soberania de Deus e da liberdade humana, apontando as alternativas históricas (calvinismo e arminianismo) e propondo sua visão do assunto, que ele assume como “calvinismo equilibrado” (em contraposição ao que ele chama de “calvinismo extremado”). Seus capítulos finais tratam do “arminianismo extremado” e com um apelo à moderação. Seus apêndices cobrem uma ampla gama de estudos históricos e teológicos, ligados ao tema do livro.

Ao se começar a leitura desta obra, não se leva muito tempo para que o leitor teologicamente mais instruído passe a entender que este trabalho é qualquer coisa menos uma “visão equilibrada” da eleição. Eleitos, mas livres tem a intenção de apresentar um ponto de vista que é simplesmente uma forma de arminianismo disfarçado com outro nome, algo tão óbvio que o leitor gostaria de saber como exegetas e teólogos da estatura de João Calvino, John Owen, B.B. Warfield e John Murray não viram isto!

O livro tem três problemas principais. O primeiro problema que atinge o leitor é a tentativa descarada de Geisler de redefinir a terminologia teológica tradicional. Por exemplo, em seu entendimento, “calvinista extremado é alguém que é mais calvinista do que João Calvino (1509-1564), de cujos ensinos vem o termo. Visto ser possível argumentar que João Calvino não cria na expiação limitada (...), segue-se que todos os que o fazem são calvinistas extremados” (p. 63). Ele assume que há uma descontinuidade dentro da tradição reformada, seguindo a controversa tese de R. T. Kendall (mencionado numa nota de rodapé na página 177) – mas em nenhum lugar ele interage com respostas eruditas que já foram escritas refutando este ensino (cf. as obras de Paul Helm, Calvin and Calvinists, e o erudito trabalho de Joel Beeke, The quest for full assurance, ambos lançados pela Banner of Truth, este último a ser lançado em português)!

Aliás, em seu apêndice sobre Calvino (ap. 2) ele concentra-se apenas na questão do alcance da expiação (passando por cima dos comentários de Calvino que dariam margem para a crença na expiação eficaz), simplesmente ignorando todo o ensino do reformador sobre eleição e responsabilidade moral. O mais irônico é que ele também não demonstra estar em acordo com estas formulações de Calvino!

Geisler já havia feito tal coisa com Agostinho! Vale a pena dar uma lida em seu verbete “Agostinho de Hipona”, em Walter A. Elwell, Enciclopédia histórico-teológica da igreja cristã, vol. 1 (Vida Nova), pp. 32-35. Neste texto ele simplesmente afirma que Agostinho cria numa eleição baseada na presciência de Deus! Agora ele afirma que este ensino pertence ao “jovem” Agostinho, em contraposição com o “velho” (por que não maduro?), ligando seu ensino “extremado” com o cisma donatista (cf. ap. 3)! Um aluno de história da Igreja mais atento tomaria um susto aqui! Pois os principais escritos de Agostinho, relacionados com as doutrinas da graça, foram escritos no auge da controvérsia pelagiana!

Mesmo o uso que Geisler faz dos Pais da Igreja não é livre de confusões (cf. ap. 1). O ensino destes mesmos Pais é bem ambíguo neste ponto, contendo declarações que apoiariam os dois lados do debate. Basta dar uma lida nos escritos de alguns dos Pais mencionados, como Justino ou Irineu. É revelador que ele cite de passagem a famosa obra do erudito batista John Gill, The cause of God & truth, mas não mencione sua cuidadosa exegese bíblica, nem o tratamento erudito das fontes pós-apostólicas, onde ele demonstra que Agostinho não inventou uma nova doutrina, ele simplesmente sistematizou o pensamento dos pais que vieram antes dele.

O segundo problema que o leitor mais avisado achará é um fluxo quase contínuo de caricaturas relativas à posição de seus oponentes. É elogiável a bibliografia seleta que Geisler usa. Mas em nenhum momento ele interage seriamente com suas fontes. Ele constantemente está citando eruditos reformados do passado e do presente (tais como John Owen, William Ames e Jonathan Edwards, R. C. Sproul, John Piper e John Gerstner), mas muitas de suas citações são retiradas de contexto, não fazendo jus à argumentação dos escritos destes homens.

Por exemplo, em seu tratamento do entendimento de Edwards sobre o livre-arbítrio, ele cita um resumo desta obra, e não a obra completa (p. ex. notas n. 2 e 5, cf. referência bibliográfica na p. 281)! Onde ele responde aos argumentos de Edwards nesta obra, que tem sido considerado um clássico da filosofia? Parece que ele tenta responder aos argumentos de Sproul (que resume Edwards, em sua obra mencionada na nota n. 1 e 4), e não a obra original! O leitor atento acabará por ver que as posições destes eruditos citados acima são mal interpretadas ou falseadas, como também as notas de rodapé algumas vezes não tem ligação nenhuma com a declaração que pretende-se que apóiem. Outro ponto importante que poderia ser mencionado é que Geisler precisou redefinir os cinco pontos do calvinismo, para ele mesmo se auto-denominar “calvinista moderado” (cf. cap. 7, esp. p. 132).

O terceiro problema é uma negligência geral de real exegese, em favor de meras afirmações sem grande apoio nas línguas originais. Ainda que ele cite e ofereça sua interpretação de muitos dos textos-chave do debate (geralmente sem considerar o contexto onde estes mesmos textos estão inseridos), ele pouco interage com justiça com a interpretação que os reformados tem feito deles. Muitas vezes as formulações dos comentaristas reformados são simplesmente retiradas do contexto! Talvez quem mais sofra com isto seja o erudito batista John Piper. Num debate tão complicado como este não são clichês que resolverão a tensão, mas exegese. Recomendaria com muita força o estudo atento dos comentários de Romanos, Gálatas, Efésios e Hebreus, de F. F. Bruce, John Stott, William Hendriksen e de João Calvino (todos em português). O melhor que o leitor pode fazer é conferir a interpretação que estes eruditos cristãos fizeram com o próprio texto bíblico.

É revelador também que em nenhum lugar Geisler oferece uma definição de livre-arbítrio, ele apenas pressupõe que ele existe, e, ai, passa a buscar textos bíblicos que validem sua posição (não parece ser isto que ele faz no ap. 4?). Aliás, onde, nas Escrituras, é mencionado que o livre-arbítrio faz parte da imago Dei?

Quando ele menciona os perigos práticos do “calvinismo extremado” (que, agora, num lapso lógico esquisito, passa a rotulá-los como hiper-calvinistas), Geisler simplesmente repete clichês que já foram refutados por vários eruditos. Ironicamente ele menciona o importante estudo de Iain Murray, Spurgeon v. hyper-calvinismo: the battle for Gospel preaching (Banner of Truth), mas cita-o fora do contexto, sem interagir com o próprio livro ou com a posição de C. H. Spurgeon, ele mesmo um batista reformado, e um dos mais importantes pregadores e evangelistas da história da Igreja.

Permanece um mistério por que Geisler insistiu em redefinir uma terminologia que é reconhecida comumente por todos os lados do debate. Em lugar de clarificar a discussão, ele a nublou, o que não serve a nenhum propósito, e, na pior das hipóteses, engana aqueles que são menos instruídos na discussão relativa a estes pontos. O mais irritante de tudo isto é que seu livro é embalado por um discurso pretensamente lógico e filosófico. Do calvinismo histórico Geilser só mantém a doutrina da perseverança dos santos – mas isto, quando muito, é um arminianismo inconsistente! Ele teria prestado um grande serviço a seus leitores se admitisse simplesmente sua posição, em lugar de confundir o assunto com definições artificialmente impostas.

Sua tentativa de refutação daquilo que ele rotula de “arminianismo extremado” é irônica. Esta nova tendência surgiu em certos círculos evangélicos americanos, a partir do fim da década de 1980. Teólogos como Clark Pinnock e John Sanders tem defendido uma variante da teologia do processo, conhecida como “free will theism”. Eles tem afirmado que Deus nem é soberano nem tem conhecimento do futuro. Em última instância, o futuro é uma possibilidade aberta. Mas Geisler, em sua resposta à este novo movimento teológico, por causa de sua redefinição da soberania de Deus, para adequá-la à sua crença no livre-arbítrio, só pode se refugiar no irracionalismo, contra as implicações filosóficas desta vertente.

Examinar e responder a cada inexatidão achada em Eleitos, mas livres requereria um livro inteiro. Recomendaria o livro Soberania banida, de R. K. McGregor Wright (Cultura Cristã), que talvez seja a melhor defesa da fé reformada histórica. O interessante é que ele é mencionado de passagem umas duas vezes, mas Geisler nem interagem com esta importante obra! Para um bom estudo histórico desta controvérsia, honesto e erudito, mas escrito de forma popular, recomendaria Sola Gratia, de R. C. Sproul (Cultura Cristã). Este livro aborda as diferentes posições de Pelágio, Agostinho, João Cassiano, Martinho Lutero, João Calvino, Tiago Armínio, Jonathan Edwards, Charles Finney e Lewis Chafer. Cada capítulo, além da avaliação do ensino de cada teólogo, tem leituras complementares, além de uma lista de obras significativas de todos deles, para cada leitor, ao ir direto às fontes, e chegar às suas próprias conclusões.

Deve ser mencionado que Geisler, em meio às controvérsias que se seguiram à subscrição de alguns líderes evangélicos ao documento “Evangélicos e Católicos Juntos: Missões Cristãs no Terceiro Milênio” (1997), algum tempo depois, em palestra à “Theological Evangelical Society”, afirmou que não existe nenhuma diferença substancial entre o ensino bíblico da justificação pela graça e o ensino católico romano, como afirmado nos Cânones de Trento! Este fato talvez exponha seus reais pressupostos teológicos e filosóficos, ao tentar misturar a fé evangélica com um neo-tomismo aristotélico de tendências racionalizantes.
_________

Franklin Ferreira é bacharel em Teologia pela Universidade Mackenzie e mestre em Teologia pelo Seminário Batista do Sul (RJ). Diretor do Seminário Martin Bucer e consultor acadêmico de Edições Vida Nova, Franklin é co-autor do livro “Teologia Sistemática” e autor dos livros “Servos de Deus” (Fiel) e “A Igreja Cristã na História” (Vida Nova).

Eleitos, mas livres: uma perspectiva equilibrada entre a eleição divina e o livre-arbítrio (São Paulo: Editora Vida, 2001), 284 p. Traduzido por Heber Carlos de Campos do original inglês Chosen but free (1999).

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER



"Enganosa é a graça, e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada"

Assim a mulher cristã sabe que seu valor é reconhecido por Deus e procura aproximar-se mais e mais do papel que seu Criador idealizou para ela – “a auxiliadora” (Gn 2.18).

Ela sabe que deve estar ao lado do homem (não abaixo, nem acima dele) em todas as áreas de atuação. O papel da mulher na sociedade e na família é, inegavelmente, de enorme importância.

Sua genuína beleza feminina, vai muito além da beleza exterior, que é tão cultuada em nossos dias.

Essa beleza rara vem de um caráter moldado por Deus e precisa ser conquistada, no dia-a-dia, com a ajuda do Espírito Santo, numa vida em santidade.



Parabéns pra nós! 
🌸"Pode mandar flores, mas coloca um livro junto, por favor"😉

quarta-feira, 7 de março de 2018

NUNCA LEIA A BÍBLIA...




(versículos sem contexto são perigosos)

Com alguma astúcia, você pode forçar a Bíblia a dizer qualquer coisa que você quiser! Basta tirar algumas palavras fora de seu contexto. Você não acredita? Então veja...

A água roubada é doce, e o pão que se come escondido é saboroso!
Provérbios 9:17

A Bíblia promove o roubo?! Vendo esse versículo, parece que sim. Mas você provavelmente sabe que a Bíblia diz em vários outros lugares que é errado roubar (o próprio diabo é chamado de ladrão). Então, este versículo é uma contradição? Não. Apenas está fora de contexto...

Nunca leia a Bíblia fora de contexto
Se você ler apenas o título deste artigo, você poderá pensar que é contra a leitura da Bíblia. Na verdade, o título é apenas o subtítulo fora de contexto. (Por favor, leia a Bíblia!)

O contexto de Provérbios 9:17 é este:



Na verdade, a Bíblia está dizendo que roubar é estúpido e que ser insensato leva à destruição. Mas, fora do contexto, o versículo poderia ser usado para justificar toda uma vida de crime. Muitos ensinamentos errados e destrutivo foram criados com versículos tirados fora de contexto. Essa é uma mentira muito sutil: distorcer a verdade.

Como evitar cair na armadilha
Se você não conhece o contexto de um versículo, procure-o.
E leia a Bíblia com regularidade. Não apenas um ou dois versículos, inseridos em uma reflexão diária (essas coisas são boas mas não bastam para conhecer bem a Bíblia). Leia um capítulo de cada vez (ou mais, se você quiser), até ler um livro completo. Qual é a mensagem principal do livro? Que tipo de livro é (histórico, carta, profecia, poemas)? A que conclusões chega? Vá mais a fundo.
Por exemplo, outra forma de distorcer Provérbios 9:13-17 é dizer que a Bíblia ensina que existe uma pessoa chamada Insensatez. Mas Provérbios não é um relato histórico. É um livro de sabedoria, que ensina sobre como viver de maneira sábia. Para ensinar, o livro de Provérbios usa muitos recursos de estilo, como a metáfora. Nesse caso, está imaginando como a insensatez seria se fosse uma pessoa. Isso se chama personificação. (Preste atenção às aulas de Português.)
Muitas vezes, a Bíblia fala sobre o mesmo assunto em vários livros diferentes. A Bíblia fala sobre o roubo de muitas formas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Se você quer uma visão mais completa, você precisa ler mais versículos além de Provérbios 9:13-17. E sempre dentro do contexto.
Quanto mais você conhecer a Bíblia, menos você cairá na armadilha de versículos tirados fora do contexto e distorcidos.

www.bibliaon.com/nunca_leia_versiculos_sem_contexto

sexta-feira, 2 de março de 2018

ASSIM FICA FÁCIL



1Corintios 13.1 - "Ainda que fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor,serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine".



Igreja Batista Redenção - São Paulo
www.igrejaredenção.org.br


A BÍBLIA É A RESPEITO DE QUEM OU DE QUE?


             
  • Primeiramente a bíblia é a respeito de Deus e seus atos salvadores em Jesus Cristo.
  • A bíblia nos conta a história da REDENÇÃO o centro da história é Jesus Cristo
  • A bíblia é a única Palavra de Deus sobre a Salvação por meio de Cristo
  • A bíblia toda aponta para Cristo: as figuras, os tipos, instituições, personagem, história, parábolas, genealogias, tudo aponta para a pessoa e obra de Jesus Cristo e se converge Nele.
  • A DIVERSIDADE da bíblia existe dentro de uma UNIDADE GERAL-  Deus é revelado por meio de sua obra e sua mensagem de Salvação.
A DIVERSIDADE da bíblia existe dentro de uma UNIDADE GERAL – que é uma questão de mensagem coerente da Revelação Divina: Deus é revelado por meio de sua obra e sua mensagem de Salvação. O evento- histórico salvífico é que dá significado a todos os outros eventos.

    A promessa da Salvação foi a resposta amorosa de Deus para reconciliar consigo mesmo o ser humano.