26 de abril de 2017

A CENTRALIDADE DA PALAVRA

Sobre a centralidade da Palavra na vida e culto, entendo a situação crítica que vive o evangelicalismo global e sou um dos críticos da troca desta centralidade pelos efeitos e confetes... É de envergonhar ver o que acontece por aí. A teologia reformada sempre foi muito ciosa do Sola Scriptura, a ponto de fazer isto ser refletido na arquitetura de seus templos e capelas (o púlpito ao centro, a mesa da comunhão na frente, representando o sacramento, Palavra encenada, etc.).
Por outro lado, sejamos cuidadosos: centralidade da Palavra não é forma! Centralidade da Palavra não é um púlpito de madeira, ainda que possa, formalmente representar essa centralidade. Centralidade da Palavra não é discurso. Centralidade da Palavra não é o sermão ser o elemento mais longo do culto, ainda que eu goste que assim seja.
A meu ver, a centralidade da Palavra é a exposição objetiva dela, com exegese precisa e teologia bíblica bem articulada. É a exposição que não só tem coerência teológica interna, mas tal lucidez que o crente seja capaz de mais uma vez ver a Cristo como exposto diante de seus olhos e o incrédulo ser impactado por uma verdade objetiva, que ele pode discordar, mas não poderá racionalmente negar, simplesmente por ser a verdade. Assim, combato as artes e artimanhas e prezo a verdade da exposição. O conceito de Calvino para a exposição bíblica é sintetizado em duas palavras: Brevitas et claritas.

(Dr.Mauro Meister)

25 de abril de 2017

SUPORTAR DOR



“Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:11-13, escrito na prisão).
Paulo estava preso quando ele escreve esta carta aos Filipenses; ele estava experimentando as angustias de sofrer em nome de Cristo. Então “tudo posso naquele que me fortalece” não é somente ter uma vida de vitórias e conquistas, é uma vida de privação. Paulo escreve, dizendo que, mesmo que ele esteja na cadeia ,mesmo que ele esteja sofrendo, recomenda aos Filipenses que eles tenham alegria, que eles tenham felicidade apesar dos conflitos e problemas. Paulo  diz:
Eu posso ser preso, eu posso passar necessidade, eu posso levar surra dos meus perseguidores, eu posso passar tudo isso em Cristo que me fortalece”.
Então, ele pode enfrentar toda e qualquer situação difícil por causa da sua fé em Cristo. Paulo diz que consegue viver com pouco, com muito; ele aprendeu viver contente em qualquer situação.
Sim tenhamos então perseverança, essa longanimidade. Essa é maneira como nós temos que viver nesse mundo, suportando as aflições com a força que vem de Cristo. E a força que vem de Cristo não é pra fazer grandes feitos, mas sim sofrer pelo nome de Cristo.
Entendemos que cristo irá fazer grandes mudanças nesse mundo quando Ele voltar, mas até lá vamos sofrer muito pelo nome Dele. Lembremos:
A Palavra dessa manha nos fala sobre você permanecer alegre, satisfeito e firme mesmo quando a vida é dura e as circunstâncias que você enfrenta parecem impossíveis, sobre a confiança na capacitação divina para que você se contente em meio às circunstâncias que você não pode mudar.

Que “tudo posso naquele que me fortalece” lembrando que Cristo é o nosso sustento, apoio nos tempos de aflições, que somos nos encorajados nos tempos de tristeza, que o poder sobrenatural que o espirito de Deus nos concede é pra vivermos nesse mundo mal e aguardar a tão grande redenção em Jesus Cristo.

COMO UMA IGREJA DEVE SER?


“Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras”. Tito 2.14
O conceito de igreja estava na mente de Deus desde o início dos tempos e isso pode ser percebido no estudo do Antigo Testamento, desde o começo, Deus “propôs criar para si mesmo um povo particular” (Tito 2.14) que no Antigo Testamento era a nação de Israel, e no Novo Testamento é a igreja.
Em Atos 2.42-47, Lucas menciona marcas de uma igreja viva – neste texto vamos destacar 04 características:
  V.42- “Uma Igreja Que Aprende” – uma igreja viva é uma igreja que aprende – “eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos” – A primeira marca da igreja viva é o estudo.
  V.44-45 – “Uma Igreja Que Cuida” – “os que criam mantinham-se unidos, e tinha tudo em comum” – Se a primeira marca era o ESTUDO a segunda é a COMUNHÃO. – A GENEROSIDADE sempre foi uma característica do povo de Deus. O princípio do compartilhamento voluntário é que ele tem que ser permanente. – Portanto uma igreja viva é uma igreja que cuida de Pessoas, nosso Deus é generoso, sua igreja também tem que ser.
  V.46 – “Uma Igreja Que Adora”- “o partir do pão” faz referência á Ceia do Senhor e as orações, significando reuniões, culto de oração. Uma adoração tanto alegre quanto reverente.
  V.47 – “Uma Igreja Que Evangeliza” - O texto indica que eles estavam envolvidos com o evangelho, por meio da pregação, do testemunho diário e sua vida de amor. Jesus como o cabeça “acrescentava diariamente os que iam sendo salvos”.
Precisamos buscar ser essa igreja viva, que tem essas características em sua essência:
       Uma Doutrina Apostólica (que aprende)
      Comunhão e Generosidade ( que cuida),
     Reverencia na Adoração Alegre (que adora)
     Evangelismo Contínuo.
A igreja ainda é uma instituição que vale a pena pertencer, ela representa a vontade de Deus para o seu povo ainda que nesse mundo, é a esperança para pecadores perdidos, procurando consolo, amizade, orientação, aprendizado, fraternidade, disciplina. É a resposta de Deus para o mundo perdido. A igreja ela já foi planejada, a igreja já foi estrutura, a igreja tem uma missão, a igreja tem valores, a igreja tem um desenho, a gente precisa se inteirar dessa missão, do que nos foi entregue e isso nos foi entregue pelas escrituras.

“Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”.1 Coríntios 14.26 

Como Experimentamos o Amor de Deus no Coração?


por John Piper

Experimentar o amor de Deus, e não apenas pensar sobre este amor, é algo que devemos desejar com todo o coração. É uma experiência de grande alegria porque nela provamos a própria realidade de Deus e de seu amor. É o fundamento de profunda e maravilhosa segurança — a segurança de que nossa esperança “não confunde” (Rm 5.5). Esta segurança nos ajuda a nos gloriarmos “na esperança da glória de Deus” (Rm 5.2); e nos conduz através das intensas provas de nossa fé.
Esta experiência do amor de Deus é a mesma para todos os crentes? Não. Se todos os crentes tivessem a mesma experiência do amor de Deus, Paulo não teria orado em favor dos crentes de Éfeso: “A fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.18,19). Ele pediu isto porque alguns (ou todos!) eram deficientes em sua experiência do amor de Deus, em Cristo. E podemos supor que não somos todos deficientes na mesma medida em que o eram os crentes de Éfeso.
Como podemos alcançar a plenitude da experiência do amor de Deus, derramado em nosso coração pelo Espírito Santo? Uma das chaves para isso é compreendermos que esta experiência não é semelhante à hipnose, ao choque elétrico, às alucinações induzidas por drogas ou uma boa medida de calafrios. Pelo contrário, tal experiência é mediada pelo conhecimento. Não é o mesmo que conhecimento, mas vem por meio deste. Expressando-o de outra maneira, esta experiência do amor de Deus é obra do Espírito Santo dando-nos gozo indizível em resposta às percepções da mente a respeito da manifestação desse amor na pessoa de Jesus Cristo. Deste modo, Cristo recebe a glória pelo gozo que desfrutamos. É um gozo naquilo que vemos nEle.
Onde você pode ver isto nas Escrituras? Considere 1 Pedro 1.8: “A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória”. Aqui temos uma experiência de grande e indescritível gozo — um gozo além de quaisquer palavras. Não se fundamenta em uma visão física de Cristo. Está fundamentada em crer em Cristo. Ele é o foco e o conteúdo da mente neste gozo indescritível.
De fato, 1 Pedro 1.6 afirma que o gozo, em si mesmo, está “na” verdade que Pedro está declarando sobre a pessoa de Cristo — “Nisso exultais”. Ao que se refere o termo “isso”? À verdade de que:
1) em sua grande misericórdia, Deus “nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (v. 3);
2) obteremos “uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível” (v. 4); e
3) somos “guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (v. 5). Em tudo isso, exultamos “com alegria indizível e cheia de glória” (v. 8).
Sabemos algumas verdades. E nos regozijamos nisso! A experiência de uma alegria indizível é uma experiência mediada. Ela vem por intermédio do conhecimento de Cristo e de sua obra. Tal experiência possui um conteúdo.
Considere também Gálatas 3.5: “Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” Sabemos, com base em Romanos 5.5, que a experiência do amor de Deus acontece por meio do “Espírito Santo, que nos foi outorgado”. Mas Gálatas 3.5 nos diz que a concessão do Espírito tem conteúdo. Ela se realiza por meio da “pregação da fé”. Há duas coisas: a pregação e a fé. Existe a pregação da verdade a respeito de Cristo e a fé nessa verdade. É desta maneira que o Espírito é concedido. Ele vem por meio de conhecer e crer. A obra dEle é uma obra mediada. Tem conteúdo mental. Acautele-se de buscar o Espírito com esvaziamento de sua mente.
De modo semelhante, Romanos 15.13 afirma que o Deus da esperança nos enche com alegria e paz, “no crer”. E o crer tem conteúdo. O amor de Deus é experimentado em conhecermos e crermos em Cristo, porque Romanos 8.39 diz que o amor de Deus “está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Nada poderá “separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.
Portanto, faça quatro coisas: olhe, ore, renuncie e desfrute.
1. Olhe para Jesus. Considere a Jesus Cristo. Medite na glória e na obra dEle, não de modo casual, e sim intencional. Pense sobre as promessas que Ele fez e assegurou por meio de sua morte e ressurreição.
2. Ore para que Deus abra seus olhos, a fim de contemplarem as maravilhas do amor dEle nestas coisas.
3. Renuncie todas as atitudes e comportamentos que contradizem esta demonstração do amor de Cristo por você.
4. Desfrute a experiência do amor de Deus derramado em seu coração, pelo Espírito Santo.
Extraído do livro:

Penetrado pela Palavra, de John PiperCopyrig
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
 John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980.


29 de dezembro de 2016


EU TENHO UM CHAMADO . É...SÓ QUE NÃO DESSA FORMA.

Embora todos os cristãos sejam chamados a servir a causa de Cristo, Deus chama certas pessoas para servir a Igreja como pastores e outros ministros. Ao escrever ao jovem Timóteo, o apóstolo Paulo confirmou que se um homem aspira ser um pastor, “excelente obra almeja.”(1 Tm 3.1) Da mesma forma, é uma grande honra ser chamado por Deus para o ministério da Igreja. Como você sabe se Deus está te chamando?

Semana passada no artigo de Kevin DeYoung, Como posso saber se sou chamado para o Ministério Pastoral?, analisamos algumas marcas na vida daquele com um chamado pastoral. No artigo, Deus tem te chamado?, Albert Mohler Jr. aponta que existe um chamado interno e outro externo, sendo o interno o chamado de Deus para aspirar ao episcopado e o externo a confirmação da igreja sobre esse chamado. Ele fecha com as seguintes perguntas:

Considere o seu chamado. Você sente que Deus está te chamando para o ministério, seja como pastor ou como outro servo da Igreja? Você queima com uma compulsão de proclamar a Palavra, compartilhar o Evangelho, e cuidar do rebanho de Deus? Esse chamado tem sido confirmado e encorajado por aqueles cristãos que melhor te conhecem?

Contudo, esse chamado interno tem muitas vezes sido superdimensionado, como se para alguém ser chamado para o ministério pastoral, um episódio como o de Paulo tivesse que ocorrer. No vídeo abaixo, Heber Campos Jr. desafia esse conceito, mostrando que esse “poderoso chamado interno” não é normativo nas Escrituras, mas o chamado externo (a confirmação da igreja) é.


Por: Heber Campos Júnior. Website: www.ipalimeira.com.br.

Disponibilizado por Escola Charles Spurgeon. Website? www.escolacharlesspurgeon.com.br. Lá você encontra Pregações em Áudio, Vídeo e Texto e Curso de Teologia Online.
FONTE:http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/03/heber-campos-jr-como-e-o-chamado-de-deus-para-o-ministerio/

26 de novembro de 2016


No dia de hoje, seja a ocupação dos vossos púlpitos vista como inexplicável graça, indescritível privilégio, e jamais como direito adquirido. Que preguemos com ousadia, mas tendo vista o lugar de onde viemos e o lugar para onde estávamos indo. Seja DEle, do Espírito, todo o convencimento. 
Que somente Ele seja lembrado e glorificado. Soli Deo Gloria! 
(Pr. Mario Freitas)


EM ORAÇÃO ....


"Nesse dia, Senhor, minha oração é singela:

Que eu pastoreie sobretudo a minha casa...
Que em meu ministério, eu seja mais chamado que enviada. Quero caminhar em tua direção, ao invés de distanciar-me em nome da tarefa. 

Que eu jamais me esqueça de onde saí, nem para onde estaria indo, não fosse a tua graça.

Que eu não tire o olhar do inusitado, do inexplicável, da provisão miraculosa, ao invés de apegar-me às garantias e temores. Livra-me do câncer da incredulidade.

E que nunca, em nada e em nenhum momento, eu vislumbre compartilhar a glória que somente a Ti é devida."(Mario Freitas)

Amém!