29 de dezembro de 2016


EU TENHO UM CHAMADO . É...SÓ QUE NÃO DESSA FORMA.

Embora todos os cristãos sejam chamados a servir a causa de Cristo, Deus chama certas pessoas para servir a Igreja como pastores e outros ministros. Ao escrever ao jovem Timóteo, o apóstolo Paulo confirmou que se um homem aspira ser um pastor, “excelente obra almeja.”(1 Tm 3.1) Da mesma forma, é uma grande honra ser chamado por Deus para o ministério da Igreja. Como você sabe se Deus está te chamando?

Semana passada no artigo de Kevin DeYoung, Como posso saber se sou chamado para o Ministério Pastoral?, analisamos algumas marcas na vida daquele com um chamado pastoral. No artigo, Deus tem te chamado?, Albert Mohler Jr. aponta que existe um chamado interno e outro externo, sendo o interno o chamado de Deus para aspirar ao episcopado e o externo a confirmação da igreja sobre esse chamado. Ele fecha com as seguintes perguntas:

Considere o seu chamado. Você sente que Deus está te chamando para o ministério, seja como pastor ou como outro servo da Igreja? Você queima com uma compulsão de proclamar a Palavra, compartilhar o Evangelho, e cuidar do rebanho de Deus? Esse chamado tem sido confirmado e encorajado por aqueles cristãos que melhor te conhecem?

Contudo, esse chamado interno tem muitas vezes sido superdimensionado, como se para alguém ser chamado para o ministério pastoral, um episódio como o de Paulo tivesse que ocorrer. No vídeo abaixo, Heber Campos Jr. desafia esse conceito, mostrando que esse “poderoso chamado interno” não é normativo nas Escrituras, mas o chamado externo (a confirmação da igreja) é.


Por: Heber Campos Júnior. Website: www.ipalimeira.com.br.

Disponibilizado por Escola Charles Spurgeon. Website? www.escolacharlesspurgeon.com.br. Lá você encontra Pregações em Áudio, Vídeo e Texto e Curso de Teologia Online.
FONTE:http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/03/heber-campos-jr-como-e-o-chamado-de-deus-para-o-ministerio/

26 de novembro de 2016


No dia de hoje, seja a ocupação dos vossos púlpitos vista como inexplicável graça, indescritível privilégio, e jamais como direito adquirido. Que preguemos com ousadia, mas tendo vista o lugar de onde viemos e o lugar para onde estávamos indo. Seja DEle, do Espírito, todo o convencimento. 
Que somente Ele seja lembrado e glorificado. Soli Deo Gloria! 
(Pr. Mario Freitas)


EM ORAÇÃO ....

"Nesse dia, Senhor, minha oração é singela:

Que eu pastoreie sobretudo a minha casa...
 
Que em meu ministério, eu seja mais chamado que enviada. Quero caminhar em tua direção, ao invés de distanciar-me em nome da tarefa. 

Que eu jamais me esqueça de onde saí, nem para onde estaria indo, não fosse a tua graça.

Que eu não tire o olhar do inusitado, do inexplicável, da provisão miraculosa, ao invés de apegar-me às garantias e temores. Livra-me do câncer da incredulidade.

E que nunca, em nada e em nenhum momento, eu vislumbre compartilhar a glória que somente a Ti é devida."

Amém!
SOBRE O JEJUM

Nessa manhã, o texto de Mateus 9:14-17 me encontrou. Ao ser questionado sobre a razão pela qual seus discípulos não jejuavam, enquanto os seguidores de João e os fariseus o faziam, Jesus respondeu: “Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento enquanto o noivo está com eles?” (v.15). 


Meu coração disparou. Tenho o hábito de jejuar, e sempre tive extrema dificuldade de explicar o por quê. O que me leva a jejuar? 

Nunca desenvolvi uma teologia profunda sobre o assunto. Mas a resposta sempre pronta é: “para estar mais perto de Jesus...”.

Acho que me equivoquei. Nas palavras de Jesus, o jejum, na verdade, registra a distância. Se eu estivesse tão perto de Jesus assim, eu não precisaria jejuar.

É a concepção dessa fragilidade, dessa saudade desesperadora do Criador, que me leva a tentar enfraquecer-me para que Ele me encontre. É a paradoxal celebração da tristeza da ausência. É a constatação de que posso estar a serviço DEle, sem com ele estar.

Jejuar é arrancar um pedaço da carne para gritar com o espírito que somente o Senhor pode preencher meu vazio. Agora eu sei. Jejuo porque preciso que o Noivo venha. Hoje. Aqui. Agora. Amém.(Pr. Mario Freitas)

1 de novembro de 2016

Como Manter a Igreja Viva


Augustus Nicodemus Lopes
 Uma das passagens mais dramáticas da Bíblia é Isaías 1:10-20, onde o profeta repreende a Igreja do Antigo Testamento, chamando seus líderes de príncipes de Sodoma e Gomorra, cidades famosas pela devassidão e iniqüidade. O povo de Deus havia se corrompido ao ponto de Deus não mais ter qualquer prazer em receber o culto e a adoração dele. Infelizmente, esse quadro de decadência e corrupção da Igreja de Deus neste mundo se repetiu por muitas vezes através da história. Nestes períodos o povo de Deus esfria em sua fé, endurece o coração, persevera no pecado e serve de péssimo testemunho ao mundo.
Nosso dever como Igreja e cristãos individuais é evitar que a decadência espiritual entre em nossas vidas. Existem quatro coisas que podemos fazer para evitar o declínio espiritual da Igreja, com a graça de Deus:
1º.    Tratar o pecado com seriedade. Nada arruina mais depressa a vida espiritual de uma comunidade do que permitir que os pecados dos seus membros permaneçam sem ser tratados como deveriam. Lemos na Bíblia que quando Acã desobedeceu a Deus, toda a comunidade sofreu as conseqüências. Nossos pecados não são problema: mas os nossos pecados ocultos, escondidos, não confessados, arrependidos, se constituem um tropeço espiritual, que entristece o Espírito de Deus, e acaba se espalhando pela Igreja e envenenando os bons costumes e a fé.

2º.    Zelar pela sã doutrina. A verdade salva e edifica a Igreja, mas a mentira é a sua ruína. O erro religioso envenena as almas e desvia o povo dos retos caminhos de Deus. O Senhor Jesus criticou severamente a Igreja de Pérgamo por ser demasiadamente tolerante para com os falsos mestres que infestavam a comunidade com falsos ensinos (Apocalipse 2.14-15). Da mesma forma, repreendeu a Igreja de Tiatira por tolerar uma mulher chamada Jezabel, que se chamava profetiza, e que ensinava os membros da Igreja a praticar a imoralidade (Apocalipse 2:20). Devemos ser pacientes e tolerantes, mas nunca ao preço de comprometermos o ensino claro do Evangelho.

3º.    Andar perto do Senhor da Igreja. É Deus quem nos mantém firmes e puros. A Bíblia diz que se nós nos achegarmos a Deus, ele se achegará a nós. A Bíblia também nos ensina que Deus estabeleceu os meios pelos quais podemos estar em contínua comunhão com Ele. Estes meios são: os cultos públicos, as orações e devoções em particular, a leitura e a meditação nas Escrituras, a participação regular na Ceia do Senhor. Cristãos que deixam de usar estes meios acabam por decair espiritualmente, como uma brasa que é afastada da fogueira e logo perde seu calor. A negligência destes meios de graça abre a porta para a acelerada decadência espiritual e moral de uma Igreja.

4º.    Estar aberta para reformar-se. O lema das Igrejas que nasceram da Reforma foi  “Eclesia Reformata Semper Reformanda”. Ou seja, a Igreja deve sempre estar aberta para ser corrigida por Deus, arrepender-se de seus pecados e reformar-se em conformidade com o ensino das Escrituras. Nas cartas que mandou às igrejas da Ásia Menor através do apóstolo João, o Senhor Jesus determinou às que estavam erradas a que se arrependessem e retornassem aos retos caminhos de Deus (Apocalipse 2.5,16,21; 3.3,19). Elas precisavam ser reformadas e mudar o que estava errado. Existe grande perigo para uma igreja quando ela se fecha em si mesma, e deixa de ouvir a voz do seu Senhor, que deseja corrigi-la e traze-la de volta aos caminhos do Evangelho.
Estas medidas devem também ser aplicadas a nós, individualmente. Deveríamos procurar evitar a decadência espiritual da nossa prática religiosa, mantendo acesa a chama da fé pela freqüência regular aos cultos, pela leitura diária da Bíblia, por uma vida de oração e comunhão com outros irmãos. Infelizmente, por negligenciarem sua vida espiritual, muitos cristãos estão contribuindo para enfraquecer o testemunho das igrejas evangélicas no mundo. 

FONTE: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2014/01/como-manter-igreja-viva.html