29 de outubro de 2010

UMA REFLEXÃO SOBRE O FILME "O LIVRO DE ELI"

“Um filme maravilhoso, com uma mensagem linda do evangelho, para os reflectivos atentos, pra gente adulta”.


Quando se fala em “mundo” temos que discernir significados, antes de qualquer coisa há 03 significados de mundo:

1°- “Mundo”, quando se fala nele de maneira imediata na bíblia está falando quase sempre em “sistema humano”, e esse é perverso, jaz no maligno. É o conjunto das vontades humanas combinadas com a ansiedade de poder, com seus instrumentos ideológicos que constituem esse sistema todo, antes de haver homem na terra não existia aqui. A terra é muito velha, o mundo é que tem a idade da queda do homem.


2°- A segunda perspectiva de mundo é positiva, mundo como cosmo, como criação, aquilo que está disponível aos olhos para serem vistos na criação de Deus, esse mundo que está sendo destruído.

3° - O terceiro que é apenas uma medição de tempo; quando Jesus disse “estarei convosco até a consumação dos séculos”; frequentemente essa palavra parece como “mundo”, como (período-tempo-uma era). O mundo que jaz no maligno é aquele que eu e você fabricamos com a nossas mãos. E o mundo que a gente não tem nenhum poder, é apenas esse que é medido com “tempos”, é o “mundo tempo” no qual eu tenho a chance de servir a Deus na vida e na história dos humanos.


Uma pergunta é feita a Eli no filme: _ Por que foi que a humanidade acabou? – Ele vai dizer: _ Porque nós morremos por acumulação (nós acumulamos tanto, tanto e brigamos tanto para acumular que nós morremos da nossa acumulação).

A humanidade conforme nós conhecemos acabou, o homem explodiu a bomba, sobreviveram alguns humanos, a desgraça é tão grande que parte da população virou canibal (comem carne humana).Esse homem “Eli”, ouviu uma voz e anda solitário no meio do nada, seguindo seu próprio caminho nesse mundo que nós não queremos nem imaginar como será.

Eli é um homem com uma missão solitária – Todos vão querer o livro que ele tem. Agora preste atenção no fato de quem vai desejar o “livro” de verdade, vai dizer que _ esse livro é importante e, quem tem esse livro controla a humanidade (Canegie).Logo você vai saber por que esse homem quer tanto esse livro.

O livro na mão de gente boa é a palavra da vida, é a palavra da esperança; mas o mesmo livro na mão errada pode virar o livro da tirania. Cárneguí conhece o poder do livro, diz conhecer - Carnegie quer o livro para controlar. (esse é o poder de controlar e o poder da religião)
O Carnegie é o genuíno representante da religião, do cristianismo institucional, quer ter o livro na mão, mata pra ter o livro. Todo poder político precisa da religião. É a bíblia como instrumento de dominação. – É como se tivesse voltado ao princípio de tudo, como se houvessem de um lado o “evangelho” carregado por Eli, do outro lado o interesse no controle da informação para manipular o povo. É a guerra ente o evangelho e a religião, entre a “palavra da vida” e, a biblia como instrumento de controle do poder.

Na realidade a gente corre o risco de que um dos maiores agentes pra destruição deste planeta seja de fato a religião fanática. A guerra dos livros nas mãos de homens que querem poder. – O Ahmadinejad tem o livro... Á América fala em nome do livro – Todos falam em nome do livro. – E no fim a má compreensão do livro que acaba o mundo.

O livro não é qualquer livro – Carnegie refere ao mesmo, não como um livro qualquer mais como sendo uma “arma” apontada diretamente para o coração e mentes dos fracos e desesperados que dará controle sobre eles. Que se for dirigir mais que umas cidadelas teriam que possui-lo pessoas viria de todo lugar, elas fariam exatamente o que ele disser, se as palavras dele, forem do livro. Afirma que isso já aconteceu e iria acontecer de novo.

A bíblia (o livro) é como uma “arma”- Exatamente o que a religião fez e faz – Entendam de uma vez para sempre: Religião é coisa do mundo, religião precisa do mundo e o mundo da religião assim como a besta precisa do falso profeta. Não esqueça nunca disso: - Todo Estado quer ter uma religião, porque é por ela que o povo é controlado.

Através do filme veja como fica claro o interesse humano pela bíblia, pelo livro, é infinitamente maior do que pela “palavra, daí entre nós esse culto tão grande à bíblia, é um grande comércio, um best seller e sobre tudo é uma arma – Veja se o Estado de Israel pode sobreviver sem sua religião, o que seria do mundo árabe e das sua raivas, ódios, hostilidades, disputas, sem o “alcorão”. O que seria do Cristianismo, fundado não por Jesus mas pelo Imperador Constantino sem a bíblia para controlar o povo esses dois mil ano; não com o evangelho como a palavras que não controla, mas liberta e instala a consciência. O uso da bíblia ó o oposto não liberta, escraviza e cria dependência e, é isto que os poderes constituídos querem. Querem religião, porque religião gera dependência.

Como venho dizendo no curso desse texto, toda a besta precisa de um falso profeta, todo Estado de sua religião – ela será sempre o ópio do povo, de quem não entendeu a “palavra” e se encheram de medo, pavores e terrores dos juízos e, vai obedecendo pelo medo. E obedecendo aos tiranos ao invés de deixar que o evangelho crie uma consciência que faz a gente obedecer a Deus, e só a Deus pelo amor e não aos homens. Aos homens a gente ama, a gente trata com respeito e reverência – Mas nem um deles é dono da nossa consciência.

O restante do final do filme vai deixar essa distinção claramente estabelecida e, eu espero que você entenda, compreenda de verdade a mensagem, que a bíblia nas mãos dos homens errados é só uma bomba para o mal. Carnegie é o próprio representante do Cristianismo querendo a religião como arma, como controle. Como ele, centenas, milhares, e entre nós muitos que falam de bíblia, falam apenas do controle do poder, tire a bíblia da mão dele e vai sobrar o que?
Agora veja como Eli no filme não é o homem da bíblia, mas o homem da “palavra”. Está é a distinção – O livro... O livro não importa o que importa é a “palavra”. -“Guardo a tua palavra no meu coração pra não pecar contra ti”.

Quem conhece a “palavra” dá mais valor à vida do que ao livro, quem não conhece a “palavra” dá mais valor ao livro e a religião do que a vida – Saiba que a palavra de Deus só faz sentido se tiver amor, mas quem tem religião só quer saber de doutrinas para controlar o povo. Ai fica visível à imagem do cristianismo (na pessoa de Carnegie) com a bíblia na mão e Eli com a palavra no coração. O homem do livro é os da religião, o homem da “palavra” é o que carrega o evangelho no coração.

Espero que de fato você tenha prestado atenção na diferença entre a bíblia que interessa a religião (o livro), e a “palavra” que interessa ao coração. A bíblia qualquer um pode leva-la, o cristianismo se fez dono dela (Carnegie) – Agora a “palavra” está no coração de Eli, aquele que foi desprezado e jogado no chão.

Percebesse porque nesse tempo depois que a bomba explode depois que a calamidade se estala, para andar com Deus o individuo não pode se “covarde”, um “bundão”. E o treinamento tem que começar agora. Quanto mais perto do tempo do fim nós chegarmos, mais próximos estaremos do clima dos primeiros dias onde a fé surgiu.

Hoje nós estamos nesse limo de cinismo, de marasmo, de religiosidade, de culto a bíblia, as doutrinas. – Mas graças a Deus existem uns poucos Elis carregando a palavra no coração. O filme estabelece claramente a distância entre religião de um lado e evangelho do outro. – Entre o livro de um lado e, a “palavra” do outro. O homem (Eli) perdeu o livro, mas, conservou a “palavra”. Tiraram o livro dele, mas não tiraram o que o livro colocou nele. – Essa é a diferença entre ter a bíblia e carregar a palavra. Essa é a diferença entre defender a bíblia que é o que a religião faz, e viver a “palavra”. Essa é a diferença entre aquele que quer possuir o livro para ter controle, poder moral, ético, determinar a vida dos outros; e aquele que ama a “palavra” e que a carrega para que ela seja vida para ele mesmo.

Abra Senhor os nossos sentidos para que entendamos a diferença e deixemos de ser gente da religião e do culto ao livro e passamos a ser gente da “palavra” e do evangelho.


Há aqueles que amam a bíblia e não sabe diferencia-la da palavra de Deus”


E a ironia de Deus relatada no filme prossegue... “Tão perto e a quilômetros de distância”. - Porque a palavra só cabe onde a boca e coração.