20 de dezembro de 2015

UM NOVO OLHAR


Leitura: Mateus 6 e 7 O convite de Deus é para que sejamos seres iluminados.

 Mas para isto tem-se que converter o modo de olhar a vida. O chamado é ser-andar na e para a Luz da Vida. A vida, no entanto, está no olhar. Jesus disse que os “olhos são a lâmpada do corpo”, e que um olhar limpo torna puro e ilumina todo o ser. Todas as coisas são puras para os puros. E os limpos de coração vêem a Deus em tudo, e tudo em Deus. Assim o olhar faz o ser luminoso, na mesma medida em que é o ser quem enxerga.

Jesus disse isto após ter falado do olhar como atribuição de valores, conforme critérios de perecibilidade ou de imperecibilidade; ou seja: conforme tesouros da terra ou do céu. Pois onde está o tesouro, que é determinado pelo olhar, aí está também o culto do coração.

Para quem anda preocupado com não dar espaço para o diabo em sua vida, eis o que Jesus tem a dizer: Ame a Deus de todo o seu coração, confie Nele, pois Ele é Pai. Perceba o seu próximo como um sacramento, e o seu ser emanará luz espiritual, e será todo iluminado.
Ajude cada um o seu próximo como um igual (pois iguais todos são). Sim, ajudem-se mutuamente como irmãos. Pois o Pai é Pai de todos, e cuida de cada um.

É a certeza de que o Pai cuida de nós que nos leva a ter espírito da Graça, e que nos faz ajudar uns aos outros em amor.E isto decorre de uma maneira de olhar.
Esse olhar é a luz da vida, pois é a luz do ser. Assim ensinou Jesus. O que passar disto não é luz. É “luz negra” na noite do baile das máscaras humanas.

A hipocrisia de não se expressar do modo como a gente se enxerga, é que gera a sombra, e que se projeta como juízo e maldade existencial.
Ande iluminado caminhando no amor de Deus, e o seu ser encontrará feliz comunhão sempre que você encontrar essa luz num outro irmão.
Quem anda na luz anda, caminha liberdade, pois vê através Daquele que é a luz deste mundo.

O ser-luz pode ir onde desejar, pois, onde chega, as trevas se vão... Os filhos da luz têm prazer uns nos outros.
Mas os que enxergam com o olhar da escuridade, guiar-se-ão uns aos outros para o abismo da presunção de ver, que é o inferno do julgar.