27 de março de 2013

Que a Graça do desconforto lhe faça muito bem! - E então me responda as seguintes questões:



1. Como fica a alma que tem que viver num ambiente no qual quase tudo o que sente, não pode ser confessado, pois é visto como pecado?

2. Como fica a alma para quem a realidade não é o que é, mas o que se diz que deve ser?

3. Como fica a alma que se alimenta de formas e letras, de doutrinas e de escritos, de condutas e de comportamentos, de performances e de realizações, todas, supostamente, sendo consideradas obras de Deus?

4. Como fica a alma que pensa que Deus pertence ao ambiente das doutrinas certas e das declarações de fé que são apenas credos construídos pelo intelecto?

5. Como fica a alma para quem todo instinto é mal, e todo virtude só existe como negação do belo, do prazeroso, e do que seja liberdade?

6. Como fica a alma que crê que a Obra de Deus é feita por um monte de gente que acredita que se eles não realizarem certas programações Deus não terá agido no mundo?

7. Como fica a alma que chega em casa, pega a Bíblia, a lê, e diz: Puxa, hoje eu tenho que ter a Palavra de Deus para o povo?

8. Como fica a alma que não vive conforme pensa e não pensa conforme vive?

9. Como fica a alma que em todo lugar se pergunta se está "próprio" para o lugar e a ocasião, que privilegia muito mais as etiqueta-da-alma (conforme a religião), que a espontaneidade do existir?

10. Como fica a alma que não pode simplesmente ser de Deus, mas tem que fazer para Deus?

Pense...

Esse ser é a receita certa para a petrificação da alma!
(Adaptação do Texto: Carta ao Um Jovem Pastor - Caio Fabio)