2 de dezembro de 2012

O QUE É O APELO DO MUNDO?




O que você quer dizer por “apelos do mundo", e que são muito fortes...?



Há um monte de coisas que a gente diz que são apelos do mundo, mas não sabe nem do que está falando. Para “crentes” o "apelo do mundo" é o prazer de muitas coisas gostosas, e que nada são além de coisas agradáveis e passíveis de serem usadas se o coração for santo e grato a Deus; sem neurose culposa e sem culpa neurótica. Paulo disse: “... o mundo é vosso". Vivemos no mundo e podemos fazer tudo o que gostamos, e sem transgredir NADA.



O “mundo”, em sua maldade, nunca esteve tão próximo quando como quando temos que fazer gestão de egos de pessoas megalomaníacos, e adoecidas em sua maldade religiosa. Agora... Comer, beber, sair, passear, ir onde eu quero, e dizer que gosto o que gosto, não é nada além do que cada coisa é. Todas as coisas são puras para os puros; porém para os impuros e de mente maldosa, todas as coisas são impuras. (Tito 1.15) O mundo é a maldade de quem vê, ou é a carne de quem cobiça.


Sobre lugares onde não se deve ir, e que não edificam, é simples de tratar... Realmente há lugares de maldade e perversão; digo "lugares" referindo-me apenas aos ambientes. Sim! eles existem. Não me refiro às distrações normais da vida, que a “igreja” freqüentemente proíbe, e que nada são senão realidades da vida, e que podem ser boas para quem as vê sem maldade.



Então... Está a ponto de jogar a toalha e soltar a franga? - Cuidado!


Cuidado porque essa é a pior motivação para o exercício da liberdade em Cristo. Isto porque a desilusão acaba por fazer a mente imatura ir não para a liberdade, mas sim para a libertinagem.


E uma coisa nada tem a ver com a outra. Invejar os perversos pode fazer os nossos pés se desviarem do que é bom.


O Salmo 73 pinta um quadro mais que preciso do que acontece com o coração da gente quando invejamos o pecado dos perversos. Mas a promessa de Deus é outra. Veja:


Feliz é o ser humano que não se conduz conforme a opinião daqueles que não vêem a vida com misericórdia e compaixão. Feliz será todo aquele que não invejar o procedimento dos seres que não se movem por piedade e graça e cujo coração tem prazer em pecar. Feliz sempre será aquele que não escolher seu assento entre aqueles só se alimentam de sarcasmo, escárnio, inveja e cinismo.


Sim! muito feliz sempre será todo aquele que não sente que está perdendo prazeres por não viver as experiências daqueles que existem sem o amor de Deus. 


Sim! feliz será todo aquele cujo prazer dos prazeres estiver na Palavra do Senhor e se ela ocupar o seu consciente e o seu inconsciente de dia de noite. Esse ser humano será como uma árvore plantada junto às correntes de águas, e que dá sempre o seu bom fruto na estação própria, e cuja folhagem não desvanece e nem murcha; pelo contrário: tudo quanto fizer se abrirá em flores e frutos numa explosão de vida.


Os seres sem coração não serão jamais assim. Nada poderá fazer com que conheçam tal sorte para a alma. Esses tais jamais experimentarão a vida, pois eles não são assim. Seu ser alimenta-se de amargura e cobiça...


Não são assim como os filhos da misericórdia.



Não! eles são semelhantes à palha que o vento espalha sem construir nada na existência...nada que tenha valor aos olhos de Deus. Esta é a razão dos impiedosos não terem o que dizer na hora do juízo. Nem tampouco os obstinados na maldade terão o que argumentar na assembléia da verdade divina.


Tudo por uma única e definitiva razão:


O Senhor conhece o caminho dos filhos da justiça e da misericórdia, mas o caminho dos sem misericórdia, esse mesmo caminho, os conduzirá à ruína.


Assim, meus amados, cresçam na fé para aprender que vocês não são discípulos de homens, mas de Jesus; e que Nele vocês tem liberdade para TUDO, menos para a libertinagem.


Quanto a mim, mesmo que me dissessem que em Cristo eu teria liberdade até para a libertinagem, eu não usaria dessa prerrogativa, e por uma única razão: eu sei que ela faz muito mal, e que dissolve o ser. Em Cristo há as coisas que me são lícitas, mas que não me convêm. Assim, procuro não a liberdade, mas o que faz bem e edifica.

(Retirado do texto de Caio Fabio)