21 de agosto de 2012

CABRA MACHO SIM, SENHOR!!


JOSÉ... Conhecido justamente por não ter sido o progenitor. Falo de José, do irmão José, marido de Maria, pai adotivo de Jesus de Nazaré.
José é o maior herói homem entre os machos da Bíblia... Ele engole, pela obediência a um sonho, uma gravidez inexplicável. 
E José tem que viver com esse santo barulho.
Mas lá está José... Calado, angustiado, perdido em tristezas, porém sereno e digno em sua humanidade e sem sua fé. José é o exemplo máximo da hospitalidade digna; e da dignidade humana entre os mortais. Muitos sem o saberem acolheram a anjos. José, sem exatamente o saber, acolheu a Deus, e o criou em Jesus, ensinando-lhe um ofício de paciência, delicadeza, força, senso estético, criatividade, carinho com os detalhes, meticulosidade nos acabamentos e, sobretudo, um ofício de sensibilidade.
“Não é este o carpinteiro, filho de José?”—perguntavam uns. “Este é o filho de José, o carpinteiro!”—afirmavam outros.
Na Bíblia José é o primeiro homem-pai num universo de padrastos progenitores.
A natureza fez o homem progenitor com atitudes de padrasto. É apenas na Graça de Deus que os homens aprendem com o Filho do Carpinteiro, com o próprio carpinteiro, e com o Pai de ambos, que um Pai é de fato um ser chamado para ser muito mais que um macho que tem saco e carrega semém.
O caminho de um macho é aprender a ser um homem. E o caminho de um homem nunca estará concluído se ele não aprender, mesmo que não seja gerando seus próprios filhos, o significado de ter uma alma paterna.
Uma alma genuinamente paterna demanda uma boa dose de carpintaria, de delicadeza, de sensibilidade, de apreciação da beleza, e de paciência para fazer, refazer, até ficar bonito, até se poder dizer: É muito bom! 
Que o Senhor tenha misericórdia de nossos filhos!
Que o Senhor nos ensine a sermos pais, mesmo quando os filhos parecem não nos reconhecer.
E mais, meus amigos “pais”, se tal se der com qualquer de nós, lembremo-nos do Pai: Ele criou, educou, acompanhou e sempre amou, mas nem todos os Seus filhos o reconhecem.
Pai tem que aprender a ser pai. Mas não pode se condenar quando os filhos não o enxergam.
Pois, se assim fora, Deus teria morrido de tristeza. Eu sei, todavia, que Ele está alegre. ( https://www.caiofabio.net/)