16 de julho de 2012

CAMINHANDO SEM DEIXAR PEDAÇOS



O sadio é mudar sempre em nós mesmos; não mudar de nós mesmos.
Tudo o que não sou eu em mim, não faz bem a mim!
Encontros, relacionamentos, amores, paixões, desejos, admirações, ou convívio com gente que não consegue nos acolher ou inspirar na paz, sempre arrancam pedaços de nós e nos corrompem.
Que nenhum pedacinho de você fique arrancado e largado por aí. Que a paz seja o poder que proteja você de ser engolido na casa dos lobos.
Por isso, não se apaixone pela angustia, não se enamore da aflição, não se amasie com a culpa, não se case com a amargura, não sirva ao desrespeito, não entregue sua bondade à auto-destrutividade.
Além do quê, o único ser que pode abraçar a si mesmo com sentido de inteireza é aquele que se deixou pacificar pela confiança. Esse não deixa pedaços de si mesmo por aí.
Jesus ensinou como é que a gente tem que fazer para não sair deixando pedaços de nós pelo caminho.
O mover humano sobre a terra, em todos os encontros que constroem a vida, em seus múltiplos e interconectivos relacionamentos, estabelece que, muitas vezes, a gente vá levando pedaços de outros em nós; como também cria a possibilidade de que nos deixemos desmembrar e espalhar em muitas partes.
Sim, muitas vezes, deixamos partes de nós como despojo para os que nos usaram, ou nos engoliram, ou nos vampirizaram o ser.
Se pudéssemos nos ver com olhos que enxergam o invisível, veríamos imagens psicologicamente horrendas de nós mesmos e dos outros.
É fundamental que em nosso caminhar a gente “não leve nos pés nem a poeira da cidade”, ou do relacionamento, ou do vício e da co-dependência que nos aprisionou entre paredes de espíritos angustiados.
Não há pés mais belos, não há charme mais cativante, não há caminho mais admirável, do que o daquele que anuncia e vive a Boa Nova como paz.
Jesus ensinou que somente a paz pode nos deixar imunes a essas coisas.
Caminhando sem deixar pedaços...

(Leitura: Luca 10)
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