13 de agosto de 2011

FORÇADOS A EXISTIR... E, QUEM SABE, MUDAR E VIVER!


Eclesiastes 3 nos diz que há tempo para todas as coisas debaixo do sol...E nos faz ir desde o nascimento à morte, entre alegrias e tristezas, aniversários e funerais, amigos e inimigos, tranquilidades e muitas angustias, levantando e, outras vezes, derrubando o que se havia levantado; plantando e arrancando, costurando e rasgando, amando e aborrecendo, conhecendo guerra e paz.

Assim a vida acontece e se constrói: enquanto se desconstrói...a fim de que apareça um terceiro termo: você maior, mais amadurecido, mais sábio, mais humano, mais humilde, mais felizmente desenganado.

E isto tem a ver com a vida. Não é teoria, é realidade. Não é filosofia, é existência. Quem pode negar?

Mas também pode gerar o oposto, ainda como um terceiro termo: você menor, mais revoltado, mais insensato, mais arrogante e cheio de certezas, mais endurecido, e mais hostil a qualquer mudança.

Não é à toa que o caminho da vida, em Jesus, nasce de seu oposto: a morte.

É como a semente de trigo, que se não morrer, jamais dará os frutos de si à vida.

Não há dúvida que a nossa existência acontece assim, para o bem ou para o mal.

Tragédias idênticas geram resultados opostos, dependendo da atitude de cada um.
É abraçando a imagem de Deus no meu próximo, mesmo o mais diferente de mim em ideias e até em comportamentos pessoais, que eu encontro a imagem de Deus crescendo em mim.
E é se fechando para o próximo que não é conforme a minha imagem e semelhança, que eu perco a imagem de Deus em mim.
Pois aquele que quiser ganhar a sua vida, perde-a; aquele, porém, que a perder, esse a ganhará.
É sabendo ganhar e perder, celebrar o nascimento e chorar a morte, propor paz e enfrentar a guerra... E todas as demais contradições e choques da existência... Em suas antíteses... Que a gente vai se arrependendo... Se construindo e descontruindo, se transformando pela renovação da mente, e assim apresentando um culto racional; que é a consciência de que nesse movimento todo... De mais e de menos... De ter ou não ter... De perder e ganhar... É que aparece sempre você-mais-você... Sempre saindo das cinzas...
Afinal, bem que o resultado poderia ser a fatalização do contraditório, instituído na vida como amargura.

Mas para os que creem... Será sempre o caminho para a reconstrução... Até o dia em que o mortal será absorvido pela vida.

(Caio Fabio)