11 de abril de 2011

O LIMITE DA SUBMISSÃO AO LÍDER HUMANO

Estamos diante de uma síndrome de duas fases: aquela que possui os que pela insegurança se casa com a perversidade, querem mandar, dirigir, governar e representar “Deus” na terra; e os que na maioria das vezes, diz desejar e amar a liberdade, embora de fato a tema muito mais do que a escravidão. Aqueles que seguem e se submetem, seja pela ignorância sou seja pela insegurança, preferem um “rei” tirano a serem conduzidos pelo juízo de Deus em sua consciência e corações. A grande maioria gosta da figura do “rei”, de “senhores” e toda sorte de figura que tire dele a responsabilidade de viver Deus em suas próprias consciências, antes preferindo entregar a condução de suas existências aos que se arvoram representantes de Deus na terra. Tem-se a multidão dos que trocam a própria consciência, pela tutela de alguém que seja o responsável por conduzi-la a “Deus” por meio de mecânicas rituais, morais, legais ou mágicas. Assim o lugar onde as maiores perversidades acontecem é aquele onde se diz que Deus está, os que lideram se tornam sádicos se gabam pelo poder de controlar as almas humanas; e os controlados se sentem seguros mediante a transferência de responsabilidades que fazem jogando sobre seus senhores a responsabilidade pela condução de suas vidas. Homens produtores de dependência, criadores de escravos obedientes, são apenas homens exercendo poder, mas sobre eles não existe a autoridade de Deus.

A autoridade que procede de Deus, em todos os possíveis âmbitos da existência, se manifesta pelo amor e mais, não aceita nada como submissão, mas apenas como entendimento, o evangelho como a palavras que não controla, mas liberta e instala a consciência. Os que sobem ao púlpito considerem aquele o lugar mais baixo da reunião, naqueles em quem a Palavra já se estabeleceu será pesado sendo leve, será visível sendo transparente, será poderoso e sendo inofensivo; será tudo sendo impalpável, será essencial sendo simples, será imprescindível sendo despretensioso. Pois não é o princípio de cima para baixo, que se realiza a autoridade espiritual, mas sim a prática do amor, de baixo para cima, o poder que estabelece tal realidade no mundo espiritual e gera a alegria da submissão inexistente como peso e, por isto, não sentido. Ou seja, se torna sem sensação; apenas se é. Quando alguém é verdadeiramente submisso é sempre a Palavra e nunca em razão da autoridade de um homem.

Porem o que conforme hoje se prega no meio cristão, é apenas um artifício dos lideres a fim de manterem o rebanho submisso aos seus caprichos. O preço que as pessoas pagam pela submissão aos mandamentos de homens é absolutamente inconcebível. Esta é a razão porque a maioria dos cristãos tem apenas “apologia” doutrinária para fazer em defesa da Fé; mas não é ela mesma a grande apologia do Evangelho pela demonstração natural de uma existência livre e pacificada no amor de Deus. Pois, o conhecimento de Deus é pessoal e a verdade da Palavra só se atualiza como tal se fizer acompanhar da paixão que segue a Jesus e a nenhum outro.

Quando homens e mulheres passarem a viver livres conforme o Evangelho, então, sem dono, sem tutor, e sem reguladores da fé, todavia, se Jesus for tudo o espírito do Evangelho da Graça se tornara á única Lei da Vida.

Chega de manipulação em nome dessa suposta submissão, ainda há tempo para arrependimento e mudança de atitude.