25 de janeiro de 2011

"VOCAÇÃO PERIGOSA: OS TREMENDOS DESAFIOS DO MINISTÉRIO PASTORAL",



"O propósito último da Palavra de Deus não é informação teológica, mas transformação de coração e vida. O conhecimento bíblico e a perícia teológica não são, portanto, o fim da Palavra, mas um meio ordenado por Deus para um fim, e o fim é uma vida radicalmente transformada. Isso significa que é perigoso ensinar, discutir e fazer exegese da Palavra sem esse alvo em vista. Esse deve ser o alvo de todo professor de seminário. Essa deve ser sua oração por cada um dos seus alunos. Isso deve levá-lo a fazer apelos pastorais regulares aos alunos. O seu significado é o reconhecimento de que o futuro ministério desse aluno nunca será modelado por seu conhecimento e habilidade somente, mas também, inevitavelmente, pela condição do seu coração. Será que teremos cumprido a nossa tarefa de treinar se produzirmos gerações de diplomados que têm enormes cérebros teológicos, mas, tragicamente, corações enfermos? Não devemos manter juntas a instrução teológica e a transformação pessoal? Não deveria cada professor do seminário ter amor pastoral pelos seus alunos? Todo mestre não deveria anelar por ser usado por Deus para produzir um amor crescente por Cristo em cada um dos seus alunos? Estou convencido de que a crise de cultura pastoral frequentemente começa nas salas de aula do seminário. Ela inicia com uma maneira de lidar com a Palavra de Deus que é distante, impessoal, baseada meramente em informações. Ela começa com pastores que, em seus anos de seminário, se tornam bastante satisfeitos em manter a Palavra de Deus distante do seu próprio coração; começa com matérias que são acadêmicas sem serem pastorais; começa com cérebros se tornando mais importantes do que corações; começa com pontuações em testes sendo mais importantes do que caráter." 

— (Paul Tripp, "Vocação perigosa: os tremendos desafios do ministério pastoral", p. 41-44)