12 de maio de 2009

E QUE EU POSSA CRER EM JESUS COMO O NOVO QUE DEIXA O QUE É VELHO PARA TRÁS.


Não deixo de crer na bíblia como palavra de Deus só porque aprendo que em Cristo uma boa parte da Bíblia virou “história”, a história do povo de Deus, segundo a ótica desse povo, à medida que caminhava.
O conflito está em quem não aceita que em Cristo uma boa parte da Bíblia virou “história”; e nada mais que isto; pois, aquilo no que tais coisas tiveram a sua relevância, expirou, pois, nunca salvou ninguém de acordo com Paulo (Romanos e Gálatas; e em Hebreus); além de que eram “sombras de coisas que haviam de vir”; e que vieram em Cristo.
Até hoje muitos crentes não crêem em quem Jesus é; nem no que Ele disse; e nem no que todos os apóstolos disseram sobre o que era “velho, caduco, obsoleto, ultrapassado” ante a revelação de Cristo; a qual estabelece o fim da Lei. A equação dos crentes é a Bíblia toda + o que de Jesus couber no todo da Bíblia; e nunca é o contrário: Jesus; e, depois, o que da Bíblia continuar vigente conforme o espírito do Evangelho.
Veja em Paulo e Hebreus quantas vezes se faz alusão à Lei como caduca, esclerosada e obsoleta... Paulo diz que a Lei era terror. Diz que a Lei veio para que avultasse o pecado. Diz que a Lei trouxe consigo a morte; e a consciência dela. Diz que as coisas passadas eram incompletas; todas elas. E diz que o fim da Lei e de tudo o que com ela foi dado para salvação ou para a sociedade de Israel, expirou; só ficando “daquilo" o que em Jesus permaneceu.
Jesus é Tudo; e que Nele tudo o que não foi vivido-encarnado-ensinado por Ele, é porque não é para ser vivido por ninguém; nunca mais...
Portanto, leio toda a Bíblia como Palavra de Deus apenas porque nela leio tudo a partir de Jesus; de modo que mesmo o que é obsoleto hoje, ainda me é útil na percepção de como a alma humana evoluiu em entendimento, discernimento, pois, outrora o Pai nos falou pelos profetas, até a consumação de todas as coisas em Jesus, o qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; sendo Ele Aquele em quem aprouve ao Pai fazer residir toda Plenitude, para que havendo tendo feito a paz pelo sangue de sua cruz, consigo mesmo reconciliasse todas as coisas, tanto nos céus como sobre a terra; incluindo a nós, os que sabemos disto; e que, portanto, somos desafiados a permanecermos firmes na fé em Jesus, não nos desviando jamais do Evangelho que recebemos dos apóstolos de Jesus — com quem aprendemos que em Jesus os adoradores de Deus são os que o adoram em espírito e em verdade; e só.
Lembrando sempre que quando Jesus ressuscitou dos mortos Ele discorreu com os discípulos acerca de tudo o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras; começando por Moisés, indo aos Salmos e aos Profetas.
Assim, Jesus constava nas Escrituras até o Verbo se Encarnar. Desde então as Escrituras constam para nós no Verbo Encarnado, Jesus. Sendo que Ele é a Palavra; e, portanto, Seus modos, escolhas, opções, valores, ensinos e sentimentos, nos dizem qual é o espírito da Palavra para o sentido de nossas vidas hoje.

Jesus é a chave interpretativa de tudo: o que Ele encarnou é Palavra para sempre; o que Ele não encarnou (antes repreendeu) caiu em estado de caduquice e morte para sempre.
(Texto Adaptado do Pr. Caio Fábio)





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