27 de fevereiro de 2009

"SOU EU APENAS UM CONSUMIDOR DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO?"




As igrejas estão repletas de pessoas buscando sentido para a vida, alívio para suas ansiedades e preocupações ou simplesmente diversão e entretenimento evangélico, muitas delas estão simplesmente passeando pelas igrejas, como quem passeia pelas lojas de um shopping, escolhendo produtos que lhe agradem. Assim, elas escolhem igrejas como escolhem refrigerantes. Quando a igreja que freqüentam deixa de satisfazer as suas necessidades, as mesmas saem pela porta tão facilmente quanto entraram. As pessoas estão escolhendo igrejas em que se sentem confortáveis, e se esquecem de que precisam na verdade da mensagem do evangelho que os faça crescer no conhecimento, no amor e na comunhão com Cristo e com os outros. O evangelho não é um produto que pode ser colocado a venda. O evangelho e a pessoa de Jesus Cristo não cabem em nenhuma estratégia de mercado, não são produtos a serem vendidos. Não pode ser modificado ou adaptado para satisfazer as necessidades de nossa sociedade consumista. Qualquer tentativa nessa direção compromete de algum modo a verdade sobre quem é Cristo e do que Ele fez por nós. Querendo ou, não, esse parece ser o modo operante de muitas “igrejas”. Elas copiam o que é popular em nossa cultura, como as músicas das paradas de sucesso, produções teatrais, apresentações estimulantes de multimídia e mensagens positivas que não ultrapassam os trinta minutos. Salientando o que o Jesus pode oferecer, o que a pessoa necessita, e ajudando-a na solução de seus problemas. Existe outro fato preocupante, pastores com entusiasmo de promover o crescimento da igreja atraindo os “não-salvos” fazendo-os sentirem-se confortáveis no ambiente da igreja. Para que eles continuem freqüentando a “igreja ao gosto do freguês”, evita-se o ensino das escrituras em favor de mensagens positivas, destinadas a fazer as pessoas sentirem-se bem consigo mesmas. À medida que continuarem freqüentando a igreja, irá assimilar apenas uma vaga alusão ao ensino bíblico que poderia trazer convicção de pecado e verdadeiro arrependimento. Isso restringe seriamente quase todas as doutrinas bíblicas que possam trazer convicção de salvação. Será que ainda se trata do Evangelho que salva quando a mensagem é alterada para agradar ao paladar dos cristãos? Como é essencial a convicção de pecado e salvação quando alguém vem a Cristo. O homem pecou, afastando-se de Deus, como tal é inclinado a tomar decisões movidas acima de tudo pela cobiça e pelo egoísmo. Mediante a graça de Jesus Cristo, o homem decaído é restaurado, renovado e capacitado a viver uma vida de amor a Deus e ao próximo. A vontade de Deus para toda a humanidade encontra-se na bíblia, ela revela os padrões morais de Deus, como encontramos nos dez mandamentos e no sermão do Monte. Mais que isso, ela nos revela o que Deus fez para que o homem pudesse vir a obedecê-lo. O evangelho de acordo com o cristianismo de consumo tende a apelar para o ego do homem, colocando a ênfase em coisas que vêm ao encontro das necessidades expressas dos “perdidos”. Mas quando nossa falta de fé, e ansiedade nos faz indagar: - Deus quanto tempo isso vai durar? – Preciso passar por isso? Como crer em Deus, quando não vejo a manifestação sobrenatural e interventiva desse Deus em minha vida e em meus conflitos? Como “crer” quando a “benção” tão almeja não vem á cura não chega, quando não há resposta inteligível á minha oração? Sempre que estamos em crise, pensamos em apenas uma coisa: na possibilidade de Deus intervir. Nós olhamos para nossa crise pessoal numa expectativa em ver o sobrenatural acontecer, em ver a intervenção de Deus, na qual o desejo do nosso coração é realizado.
Entretanto há momentos que Deus não intervém milagrosamente. Não sejamos apenas um consumidor do Evangelho de Cristo. Se o sofrimento vier, e ele vem... ”no mundo tereis aflições...”, se a provação chegar, se a cura não acontecer, se um acidente lhe tirar aquilo que temos de mais precioso na vida, saiba que Deus nem sempre é visto fazendo justiça de acordo com nossos padrões de direito. Ele é sempre visto realizando justiça de acordo com sua santidade. E isso é totalmente estranho ao nosso senso de justiça na modernidade, porque nosso senso de justiça não se baseia no caráter do Deus santo, mas fundamenta-se na declaração dos diretos humanos.
“Ainda que a figueira não florescesse, nem há fruto na vide; o produto da oliveira mente, e os campos não produzem mantimento; as ovelhas foram arrebatadas do aprisco e nos currais não há gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação.”